DICAS DA 

ARTIGOS TÉCNICOS

Selecionamos aqui alguns Artigos Técnicos de Engenharia Civil para esclarecer alguns pontos que normalmente geram dúvidas na hora de se decidir por um projeto ou manutenção em uma edificação.

 

Nosso objetivo é contribuir para que o cliente esteja convicto de estar fazendo um excelente negócio ao contratar os nossos serviços.

 

Se você tem alguma dúvida nesta área, por favor, nos conte e faremos o possível para esclarece-la.  

 
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Dez Mandamentos da construção 

Está pensando em construir, reformar e ampliar a casa ou seu empreendimento?

A vida é o nosso bem mais precioso. Portanto, ao construir, reformar ou ampliar sua edificação, não coloque em risco a sua vida e nem a de terceiros. Comece contratando um profissional da Engenharia, habilitado e registrado no Crea-SP.

Veja por quê.

1 Em primeiro lugar, se você pretende mesmo construir, ampliar ou reformar um imóvel, não caia na conversa de intermediários OU "agenciadores" de plantas para aprovação na Prefeitura: eles se propõem a fornecer, a preço irrisório, o projeto já assinado por um "irresponsável" técnico. Atribua essa tarefa do profissional que você vai contratar.

2 Procure um profissional ou empresa legalmente constituída, habilitada e registrada no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo - Crea-SP. Eles assumem responsabilidades perante a Lei e a Sociedade - e isso já é uma garantia para quem quer construir, ampliar ou reformar imóvel. Para saber se o profissional ou a empresa que você está contratando tem registro no Crea-SP, acesse: 1) o site www.creasp.org.br; 2) no menu superior, Profissionais; 3) depois, Consulta Pública de Profissionais Registrados.

3 Investigue a idoneidade profissional do Engenheiro que você está consultando. Visite edificações construídas sob a sua responsabilidade e consulte seus proprietários acerca da qualidade dos serviços prestados pelo profissional.

4 Para evitar mal-entendidos, procure, mediante acordo consensual das partes, confeccionar um contrato de prestação de serviço.

5 Os estudos para elaboração do projeto técnico e detalhamentos construtivos devem ser desenvolvidos somente por pessoa habilitada e registrada no Crea-SP. Exija prova do seu registro e, lembre-se, não aceite intermediações.

6 Ao assumir perante a Prefeitura e o Crea-SP a responsabilidade técnica pela construção da edificação, o profissional passa a ter obrigação legal de fornecer assistência técnica plena e efetiva a obra. As visitas e orientações técnicas do profissional devem ser registradas num documento chamado "Livro de Ordem", que deve permanecer na obra. Portanto, exija-o.

7 Durante as obras exija do profissional contratado cópia da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, na qual ficam registradas as atividades técnicas e as responsabilidades por ele assumidas.

8 Nunca permita que o pessoal da mão de obra, por mais experiente que seja, solucione problemas de ordem técnica ou dirija a obra no lugar do profissional responsável. O Engenheiro responsável pela obra é a pessoa que tem a incumbência legal de conduzir e dirigir os trabalhos de construção, ampliação ou reforma do imóvel. Portanto, suas orientações e determinações devem ser sempre acatados e cumpridas.

9 Os serviços técnicos complementares e especializados podem ser repassados a terceiros, desde que estes possuam o competente registro no Crea-SP e façam a Anotação de Responsabilidade Técnica - ART dos serviços e das responsabilidades correspondentes. Não permita a contratação de pessoas não habilitadas e não registradas no Crea-SP.

10 Apesar de todos os cuidados na escolha do profissional, você pode ter a infelicidade de constatar, no decorrer dos trabalhos, alguma conduta não condizente com os preceitos éticos e legais. Mas, antes de tomar uma atitude radical, acesse o Fale Conosco no site do Crea-SP. Caso o Conselho confirme a sua razão, aí, sim, você deve rescindir o contrato.

Não deixe que seu sonho se transforme em pesadelo: contrate sempre um profissional habilitado e registrado.

 

Fonte : Crea –SP Biblioteca Virtual –

http://www.creasp.org.br/biblioteca/assunto/creasp/?post_type=livros_e_publicacoes

 
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Vistoria Cautelar da Vizinhança 

Conceito

É a constatação técnica de fato, condição ou direito relativo a uma edificação, incluindo particularidades do terreno, da segurança local, características técnicas e ambientais, além de se constituir de fator importante na política de boa vizinhança do empreendedor, visando evitar transtornos para os envolvidos, possibilitando  ações proativas para evitar possíveis conflitos entre construtoras e vizinhos, garantir assim o resguardo de seus direitos.

Objetivo

Tem como objetivo registrar através da vistoria de vizinhança a real situação de segurança e de conservação dos imóveis que já existem ao redor da futura construção, requer conhecimento técnico e experiência para possíveis percepções às constatações das manifestações patológicas e entendimento prognóstico, exige do vistoriador uma visão privilegiada relacionada à segurança, habitabilidade, sustentabilidade e as exposições dos fatores externos e internos das edificações, visando atender ao disposto na NBR 12722/1992 – Discriminação de serviços para construção de edifícios.

Constatar anomalias e falhas existentes nos sistemas construtivos e perpetuar a memória “Ad Perpetuam Rei Memoriam” das características físicas e do estado de conservação de edificações e benfeitorias localizadas na área de influência do futuro empreendimento.

Fornecer informações técnicas aparentes que possuam auxiliar na definição de procedimentos construtivos e na execução de serviços preliminares à obra. Tendo como seu maior objetivo, evitar ou facilitar a apuração e solução de eventuais danos ou litígios decorrentes da obra.

 

Nível de Vistoria

As vistorias de vizinhança podem ser classificadas em três níveis, em conformidade com definições estabelecidas pelo profissional, pelo contratante e pela própria finalidade do trabalho.

O nível de vistoria está diretamente ligado ao raio de influência considerado e com o grau de detalhamento das observações feitas e registradas nos imóveis vistoriados.

 

Nível 1

O Nível 1 é aplicável às vistorias de grandes canteiros quando o número de imóveis existentes na área de influência da obra seja muito elevado. Nesses casos, podem ser admitidas apenas as características externas com indicação de eventuais sinais de fragilidade e risco.

 

Nível 2

O Nível 2 deve contemplar uma descrição básica e objetiva do objeto vistoriado, nas anomalias e falhas constatadas e uma ilustração fotográfica suficiente para caracterizar:

Tipologia;

Padrão Construtivo;

Estado de Conservação;

Anomalias e falhas existentes.

O raio de vistoria pode ser limitado à área de influência do canteiro de obra.

 

Nível 3

O Nível 3 deve contemplar todos os elementos relacionados no Nível 2 e também apresentar uma completa caracterização de revestimentos de piso, parede e forro, esquadrias e elementos aderidos que sejam significativos, além de todos os elementos construtivos que possam ser relevantes para uma completa descrição do imóvel.

 

O raio de vistoria está relacionado à influências da obra, levando em consideração a expertise do profissional, sendo considerado inclusive os fluxos de veículos pesados e número de subsolos da obra a ser executada.

 

FONTE: Material de Apoio do Curso: Vistoria Cautelar de Vizinhança, Vistoria de Entrega e Recebimento de Obra e Inspeção de Procedência Predial – Instrutor: Eng. Alex de Souza Cardoso.

 

É uma autarquia voltada à fiscalização do exercício e das atividades profissionais, vinculada ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea, constituindo serviço público federal;

É formado pelos profissionais que nele se registram: engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas, tecnólogos e técnicos de nível médio da modalidade Agronomia; os próprios profissionais fiscalizam a atividade de seus pares;

É o maior Conselho de fiscalização profissional da América Latina;

Tem como objetivo a proteção à sociedade: por meio da fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades profissionais da área tecnológica, trabalha para assegurar serviços de qualidade à população;

Fiscaliza em caráter e orientativo: verifica documentações relativas ao trabalho de empresas e profissionais registrados, realiza diligências planejadas e atende denúncias da sociedade;

Habilita os profissionais da área tecnológica, devidamente formados em cursos reconhecidos, ao exercício de suas profissões;

Junto às associações profissionais, estimula a valorização da atividade tecnológica por meio de seu aperfeiçoamento constante;

Assim como os outros conselhos profissionais, não recebe subsídios financeiros do Governo: sua renda está nas anuidades pagas e nas ARTs recolhidas pelos profissionais e empresas;

Está presente em todo o Estado de São Paulo, com inspetorias modernas e visualmente padronizadas. Suas portas estão abertas aos profissionais e à sociedade.

 

Qual é a importância?

ART – Anotação de Responsabilidade Técnica – CREA

Qual é a importância da ART?

A Anotação de Responsabilidade Técnica – ART é um instrumento legal, necessário à fiscalização das atividades técnico-profissionais, nos diversos empreendimentos sociais;

A ART é um resumo do contrato firmado entre o profissional e seu cliente ou seu empregador para a execução de obra/serviço;

A ART define para a sociedade os responsáveis técnicos pela execução de obras ou pela prestação de quaisquer serviços profissionais referentes às atividades da área tecnológica (engenharia, agronomia, geologia, geografia, meteorologia, etc.);

A ART ajuda a identificar os serviços contratados, definindo sua autoria e os limites da responsabilidade de contratantes e contratados;

O conjunto de ARTs cria o Acervo Técnico Profissional, uma espécie de currículo que reúne as atividades desenvolvidas ao longo da vida profissional compatíveis com sua competência;

FONTE: CREA-SP  - Biblioteca Virtual

http://www.creasp.org.br/biblioteca/assunto/creasp/?post_type=livros_e_publicacoes

O que é o CREA – SP? 

É o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo

 
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Consequências da umidade na

construção civil

 

Conheça os tipos de umidade e saiba evitá-las

A umidade na parede é uma das patologias mais recorrentes em edificações. Pode causar sérias consequências à estrutura de uma construção, como vazamentos, infiltrações, manchas e eflorescência. Também compromete a salubridade do ambiente pela proliferação de fungos e bactérias. O problema se origina de diferentes maneiras, e por isso existem diferentes tipos de umidade.

 

Uma boa notícia é que existem práticas eficientes para preveni-lo durante a obra ou para combatê-lo em estabelecimentos já existentes. Fique por dentro!

 

Tipos de umidade, causas e soluções

A umidade decorrente de intempéries geralmente ocorre pela água de chuva, que penetra nas fissuras da fachada. Daí a necessidade de fazer uma impermeabilização adequada – por exemplo, com sistemas de pintura flexíveis e duráveis – e de utilizar materiais que tenham pouca movimentação interna. Beirais, telhados e calhas devem ser bem projetados, de modo a proteger a fachada contra a exposição contínua de água.

Outro tipo comum é a umidade por condensação, quando o vapor de água do interior de um ambiente entra em contato com superfícies frias, como paredes, metais e vidros, e resulta no aparecimento de gotículas e bolor. Esse fenômeno está associado à falta de ventilação, principalmente em cozinhas e banheiros – daí a importância de apostar em esquadrias funcionais.

Já a umidade proveniente da infiltração atinge o interior de uma casa pelas paredes. Pode ser causada pelo escapamento de encanamentos, pela ausência de impermeabilização nas áreas úmidas ou pelo isolamento ineficaz de casas adjacentes. Também afeta ambientes enterrados, como subsolos – com isso, eles devem ser projetados com o lençol freático do lado de fora.

Há, ainda, a umidade ascendente por capilaridade. Ela surge nas áreas inferiores das paredes, que absorvem a água do solo pela fundação. Nesse caso, a parede está ligada com as vigas de fundação, ficando parcialmente enterrada e em contato com a superfície úmida. Como solução, recomenda-se isolar a parede com drenos, brita ou geotêxtil. É comum observar sótãos, estacionamentos e pisos térreos com este tipo de problema.

 

Dicas para tratar a umidade

Durante a construção, é essencial que a edificação seja concebida a partir de um bom projeto, tomando-se as devidas precauções para evitar a umidade. Geralmente, a patologia é consequência da falta de proteção das paredes e da impermeabilização deficiente em vigas baldrames e alicerces.

Em habitações já ocupadas, por sua vez, alguns cuidados são necessários, como limpar e lavar a parede que apresenta mofo com água sanitária; colocar pote de vidro com um punhado de sal em áreas fechadas, como armários; e pedir o auxílio de um especialista para aplicar impermeabilizantes em paredes internas ou para remover pintura e massa corrida em superfícies externas, para depois chapisca-la e aplicar revestimento impermeabilizante.

Vale ressaltar que o mercado disponibiliza produtos adequados para tratar os diferentes tipos de umidade, como tintas antimofo para paredes e teto; tintas impermeabilizantes; argamassas especiais de alta aderência e rápida secagem; borrachas de silicone ou de poliuretano para vedação de cerâmica, metal, vidro, plástico, madeira, concreto e gesso; mantas asfálticas; e impermeabilizantes cristalizantes, especialmente para aplicação em alicerces e vigas baldrames.

Mais uma vez, vale ressaltar a necessidade de o projeto ter a participação de um bom profissional, de modo a identificar o produto adequado para cada situação e garantir um tratamento correto e eficiente.

 

FONTE: https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/conheca-os-tipos-de-umidade-e-saiba-evita-los/

A patologia pode ser decorrente de intempéries, condensação, infiltração e capilaridade, mas possui o tratamento adequado para combatê-la

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O que é um projeto de edificação 

Conheça as as suas fases

O objetivo principal de um Projeto de Edificação é a Execução da Obra idealizada por um profissional habilitado. Essa obra deve se adequar aos contextos naturais, culturais e legais em que se insere e responde às necessidades do cliente e futuros usuários da edificação. As exigências do cliente e usuários se exprimem através do programa de necessidades que define metodicamente o objetivo do projeto.

Fases de um projeto:

 

Estudo preliminar: determinam as viabilidades, exigências e necessidades de um projeto, baseadas em informações dadas pelo cliente e usuarios e exigidas pelos órgãos públicos.

 

Anteprojeto: apresentação gráfica do conjunto de idéias, baseado em uma concepção construtiva e estrutural, apresentando propostas  organizacionais de ambientes, possibilitando ao cliente uma clara compreensão da obra a ser executada. Nesta fase deverão ser ajustados e alterados o projeto até sua definição final.

 

Projeto Definitivo: atendida as etapas anteriores, espelha a versão definitiva, representada pelo projeto final, com cortes, fachadas e outras informações técnicas necessárias para a execução da obra. É  este projeto que vai para a prefeitura para ser aprovado.

 

Na zona urbana é necessário a aprovação dos projetos na Prefeitura antes de iniciar qualquer obra.

A palavra projeto significa, genericamente, intento, desígnio, empreendimento, um conjunto de ações, caracterizadas e quantificadas, necessárias à concretização de um objetivo. Embora este sentido se aplique a diversos campos de atividade, em cada um deles o projeto se materializa de forma específica

 
Alexandre Zago Engenharia

Reforma em edificações

Sistema de gestão de reformas - NBR 16280

A partir 18/04/2014, entrou em vigor a norma ABNT NBR 16.280/2014, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que apresenta regras e diretrizes acerca da execução de reformas em edificações, nas áreas privativas e comuns.

O objetivo da ABNT NBR 16.280 é trazer segurança às obras nas edificações, cabendo ao  responsável legal da edificação, assegurar que ela seja efetivamente cumprida. Ao indicar a adoção de um sistema de gestão de obras de reforma dentro das edificações, estabelece procedimentos a serem seguidos desde o projeto até a conclusão da obra.

Apesar de a referida ABNT NBR 16.280 não ser lei, é obrigatório seu cumprimento dentro dos condomínios. É sabido que as normas técnicas são prestigiadas dia a dia pelo Poder Judiciário. Sem sombra de dúvida, litígios nascidos de reformas feitas a partir de 18/04/14, que necessitem a produção de prova técnica (pericial), terão a ABNT NBR 16280 como parâmetro.

E, ainda, a depender dos danos eventualmente causados pela não observância desta norma, responsável legal da edificação e/ou condômino poderão ser responsabilizados civil, administrativa e, até mesmo, criminalmente.

É importante frisar que, caso o responsável legal da edificação, no decorrer de qualquer fase da reforma em uma área privativa, mesmo antes de seu início, entenda que não possui conhecimento técnico para aprová-la, acompanhá-la ou receber o termo de encerramento da obra, poderá contratar um profissional habilitado para auxiliá-lo neste processo, fato que poderá demandar tempo, o qual deve ser considerado pelo condômino na programação da referida reforma.

 

Fonte: ABNT / NBR 16280/2014.

 
Alexandre Zago Engenharia

TIPOS DE FUNDAÇÕES

Como definir a melhor para sua obra?

Neste artigo iremos nos deter apenas nos casos de fundações mais comuns no Brasil, para obras civis (edificações uni e multifamiliares, comerciais e industriais). Deste modo, as fundações serão classificadas em dois grandes grupos: rasas (também chamadas de “diretas”) e profundas.

Fundações rasas: caracterizam-se pela mobilização de pequenos volumes de escavação, na qual a base do elemento de fundação deve ser obrigatoriamente apoiada em camadas superficiais de solo com resistência adequada. Possuem baixo custo de execução, devido o menor consumo de material e por não ter a necessidade de maquinário para a realização das escavações. Como exemplo deste tipo de fundação tem-se: Sapatadas, Blocos e Radiers.

Fundações profundas: diferentemente da anterior, as fundações profundas caracterizam-se por provocar movimentações de solo e auxílio de maquinário, sendo necessário que as cargas sejam distribuídas em camadas profundas do solo. Essas estruturas costumam ser utilizadas em solos com baixa capacidade de carga superficial para o projeto proposto. Como exemplo desta fundação, destacam-se: Estacas Cravadas,Escavadas , Strauss,  Hélice Contínua e Raíz.

E quais os critérios para escolher um ou outro tipo de fundação?

De fato, essa análise cabe ao projetista de fundação ou estrutural, em conjunto com o Responsável técnico da obra, levando-se em consideração os parâmetros técnicos e econômicos da decisão.

A escolha sobre qual fundação realizar está condicionada à análise do sistema: carga + nível do lençol freático + composição e resistência do solo na qual a edificação será construída. Para isso, além do projeto estrutural é imprescindível a realização de uma investigação geotécnica para analisar a composição do subsolo no terreno.

Segundo a norma NBR-15.492, existem números mínimos de ensaios de sondagem a serem realizados de acordo com a área do terreno, então atente-se: um único ensaio é raramente um parâmetro seguro. Analisar quais fundações foram utilizadas nas edificações no entorno podem servir como insumo complementar para entender o comportamento do solo local.

Tais laudos de sondagem, analisado com as cargas estruturais indicam a fundação que melhor atenderá à questões de desempenho e segurança da edificação.

E como avaliar o custo?

O custo para execução varia de acordo com a técnica empregada e também com o perfil do solo onde será construída a edificação. Uma vez escolhida o método executivo para sua obra, recomenda-se a pesquisa de materiais e fornecedores que atendem requisitos de qualidade exigidos por norma. O Responsável Técnico fazendo uso de ferramentas de pesquisa e cotação destes insumos, facilitam o acesso a cadeia de fornecedores aptos a melhor atender .

 
Alexandre Zago Engenharia

Acompanhamento técnico

A importância na construção civil

Grande parte das pessoas, no momento de construir ou reformar abrem mão de contratar um profissional que possa ser o Responsável Técnico ou RT da execução da obra para contratar outros profissionais, como pedreiros e empreiteiros, visando reduzir os custos da mesma.

É muito comum encontrar obras que não possuem um profissional habilitado exercendo a função de Gestor e Responsável Técnico. As obras residenciais unifamiliares, pequenas edificações multifamiliares e pequenas edificações comerciais estão entre as que mais apresentam irregularidades em relação a falta de Responsável Técnico.

 

Além da exigência legal de profissionais habilitados pelo CREA, contratar ainda um profissional qualificado é de extrema importância, uma vez que a qualidade da gestão e execução estão em jogo.

Segundo os dizeres da Lei Federal número 5194/66 (http://www.camara.gov.br/sileg/integras/562146.pdf) que regula os exercícios das profissões de Engenheiros e Técnicos , qualquer pessoa, tanto física como jurídica, não habilitada legalmente, não pode exercer nenhuma atividade específica destes profissionais. No entanto, é muito comum, que os proprietários assumam a responsabilidade pelas obras, dispensando assim a contração de um Engenheiro Civil, o que legalmente, não é permitido.

A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é um documento que define legalmente os Responsáveis Técnicos pelos projetos, execução da obra, ou prestação de quaisquer serviços relacionados a Engenharia inclusive as atividades de Engenharia Civil. A ART ainda tem a função de ser a garantia dos contratantes, além de ser um documento judicial, onde o Engenheiro Civil declara que é responsável por determinados serviços da construção. Caso tal documento não seja feito a obra pode estar sujeita a multas e até mesmo a embargo.

Juntamente da legalidade, um outro aspecto importante sobre a contratação de um  profissional habilitado é ter um profissional que é capaz de entender a dinâmica de uma obra. Executar qualquer edificação sem planejamento e cronograma certamente culminará em incertezas e retrabalho. A boa administração de uma obra só é possível com vasto conhecimento das etapas construtivas e planejamento. Como exemplo da organização do fluxo das atividades, podemos ressaltar a compra de materiais. Se o engenheiro civil, responsável pela execução, não ficar atento a compra dos materiais que vão ser utilizados na atividades subseqüentes, os mesmos podem faltar para os operários da obra. Uma vez que temos mão de obra ociosa podemos assumir que custos extras vão surgir.

Somado ao exemplo citado acima, podemos ressaltar os seguintes itens que podem ocorrer devido à falta de planejamento:

  • Desperdício de água e energia;

  • Desperdício de materiais;

  • Desperdício de mão de obra;

  • Delonga na execução das atividades;

  • Aumento dos custos indiretos;

  • Antever problemas externos.

Outro ponto de extrema importância na hora de construir ou reformar é a capacidade técnica do engenheiro civil em relação a execução. Para o cliente, não basta apenas ter um Responsável Técnico. O responsável técnico deve ter a competência técnica de executar uma obra de maneira que obtenha bons resultados. Uma maneira de avaliar o profissional contratado é questioná-lo sobre seus conhecimentos e experiências. O responsável técnico deve conhecer o processo de uma atividade para que ela seja executada perfeitamente. Ao executar um reboco, por exemplo, algumas medidas devem ser tomadas para que ele fique perfeito. Lavar a superfície que será rebocada, chapiscar, fazer a cura do chapisco, tirar mestras no prumo e alinhamento, utilizar o traço da argamassa correto, encher a parede, sarrafear, fazer o acabamento superficial e finalmente a cura do reboco, são os passos que devem ser seguidos para realizar esta atividade. Sem conhecimento técnico, patologias podem aparecer nos elementos da edificação ao longo da sua utilização.

Inconvenientes podem surgir quando uma obra é executada por um profissional sem conhecimento das técnicas construtivas. Alguns dos inconvenientes que podem gerar transtornos são:

  • Erros na locação da edificação;

  • Elementos estruturais executados em desconformidade geométrica com o Projeto de Estruturas;

  • Elementos estruturais e de vedação desalinhados;

  • Elementos estruturais executados de maneira errada e com má qualidade;

  • Utilização equivocadas de técnicas na execução de alvenarias que pode gerar trincas e rachaduras;

  • Revestimentos fora de prumo e esquadro;

  • Execução de instalações elétricas e hidrossanitárias fora das especificações de projeto;

A construção civil é uma das atividades desenvolvidas que mais gera impactos sociais, ambientais e econômicos na comunidade. Entretanto, quando esta é realizada sem a supervisão e acompanhamento de um Engenheiro Civil aumentam significativamente os problemas que irão afetar o bolso do cliente, a qualidade e a segurança da estrutura.

Obras que são projetadas e executadas por profissionais capacitados atingem seus objetivos, como funcionalidade, segurança, legalidade, racionalidade, sustentabilidade, entre outros. Sendo assim, as construções se tornam mais seguras, confortáveis, com uma maior qualidade e até mesmo maior durabilidade.

Como visto anteriormente a falta de um Engenheiro Civil pode comprometer muito a qualidade da obra. O desperdício de materiais também é uma grave consequência ocasionada pela falta de gestão em uma obra. Tal desperdício pode comprometer significativamente o orçamento da construção. Ou seja, o barato sai caro. Todo aquele dinheiro que seria gasto com a contratação de um Responsável Técnico se transforma em gastos excedentes ao longo da obra e isto pode acontecer em um momento de total despreparo do Cliente. Por isso, a não contratação de um Responsável Técnico se mostra ineficiente e sem viabilidade econômica.

Ao construir ou reformar, sempre pense nos benefícios que a contratação de um Profissional Habilitado pode trazer para seu empreendimento.

 
Alexandre Zago Engenharia

Manutenção de edificações

Sistema de gestão e manutenção - NBR 5674

A prática da Manutenção de Edificações vem sendo disseminada gradativamente, sobretudo pelos benefícios adquiridos com a sua implantação. Os princípios da Manutenção são norteados em função da necessidade de recuperação da degradação natural e do próprio desempenho dos sistemas, elementos ou  componentes  dos

edifícios, proporcionando, em contrapartida o desejável incremento do respectivo valor patrimonial.


Publicada em  julho de 2012 a versão atualizada da NBR 5674 da ABNT proporciona, em relação à versão anterior de 1999 – Manutenção de edificações - Procedimento, uma melhoria significativa na abordagem do assunto e avança ao esclarecer e delinear a metodologia de implantação além de explorar os aspectos associados à gestão do PROGRAMA DE MANUTENÇÃO nas edificações em geral, não contemplado objetivamente na norma anterior.


Os PROGRAMAS DE MANUTENÇÃO devem ser atualizados periodicamente, em função de eventual alteração imposta aos sistemas prediais, em função da idade da edificação e do resultado dos Laudos ou relatórios de INSPEÇÃO PREDIAL. Considerando-se a complexidade dos requisitos, existe a previsão na norma da terceirização ou delegação solidária, pelo representante legal, da gestão da Manutenção predial, à  um profissional contratado para essa finalidade. Nesse passo tudo indica que esse profissional  contratado para auxiliar o responsável legal da edificação ou proprietários, prescinde de habilitação e formação técnica abrangente, para que os planos sejam desenvolvidos de forma consistente e numa segunda fase, também possam prover, com competência, o acompanhamento técnico das obras e serviços previstos, especialmente quando se tratar de “Manutenção corretiva” ou emergencial, que pode ser minimizada pelo bom planejamento.



Fonte : ABNT / NBR 5674/2012.

 
 
Alexandre Zago Engenharia

O que é EVT?

Estudo de Viabilidade Técnica

Viabilidade é a qualidade do que é viável (com grandes probabilidades de se concretizar por reunir todas circunstâncias/características necessárias). Entende-se por análise de viabilidade o estudo que procura prever/anteceder o eventual êxito ou melhorias continuas de um projeto.

Os estudos de viabilidade são compostos por varias disciplinas que necessitem de análise prévia ao investimento.

A viabilidade técnica de um projeto  de edificação é uma análise , considerando elementos do projeto técnico (arquitetônico, legal, instalações, estrutural, ambiental, entre outros).

O estudo costuma contemplar, no mínimo:

  • Estudo de legislação edilícia e urbanística pertinente (código de obras, leis de uso e ocupação do solo, plano diretor municipal, código sanitário estadual, código florestal, etc.)

  • Estudo de limitações dadas pela legislação e outros reguladores (operações urbanas, zoneamento, regras condominiais, etc.)

  • Levantamento de índices urbanísticos: coeficiente de aproveitamento, taxa de ocupação, coeficiente de permeabilidade, recuos, etc.

  • Restrições de entorno (por exemplo, área envoltória de patrimônio histórico-cultural tombado)

  • Estudo de custos estimados de execução

  • Estudo de despesas estimadas para a concretização do projeto

É uma etapa importante de um empreendimento mais complexo a ser seguida, pois é este estudo que ira definir os parâmetros finais dos projetos.

AGUARDE

Em breve mais artigos técnicos 

Alexandre Zago Engenharia Civil

Alexandre  Zago

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