DICAS DA 

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ARTIGOS TÉCNICOS

Selecionamos aqui alguns Artigos Técnicos de Engenharia Civil para esclarecer alguns pontos que normalmente geram dúvidas na hora de se decidir por um projeto ou manutenção em uma edificação.

 

Nosso objetivo é contribuir para que o cliente esteja convicto de estar fazendo um excelente negócio ao contratar os nossos serviços.

 

Se você tem alguma dúvida nesta área, por favor, nos conte e faremos o possível para esclarece-la.  

 
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IMPORTÂNCIA DA SONDAGEM SPT NA CONSTRUÇÃO CIVIL: TIPOS DE SONDAGENS, SEUS MÉTODOS E UTILIDADES

Bianca Borba Galvão¹1 ; Juarez Silva Santos¹; Raoni Camargo Santos¹; Renan Prado dos Santos¹; Rodrigo de Matos Nogueira¹; William Valeriano de Andrade1 ; Júlio Cesar Swartele23 ;Ronaldo Barros Órfão24 ; Mayara dos Santos Amarante2,5

RESUMO

 

A prática e a teoria são métodos de aprendizagem que devem caminhar juntos sempre, a partir desse princípio, foi proposto na disciplina de Projeto Integrador VI do Centro Universitário Braz Cubas, um artigo científico de tema livre a ser escolhido pelo grupo. Assim, visto a importância do conhecimento acerca do tema escolhido, foi decidido apresentar a importância em que o estudo e o reconhecimento dos solos desempenham na construção civil, a real necessidade de se realizar uma sondagem do solo antes de iniciar qualquer projeto. 

Para a realização da construção de um empreendimento imobiliário, devido à segurança necessária para a estabilização da estrutura, é necessário que todas as etapas de estudo do solo sejam realizadas com o maior nível de excelência possível e necessário, portanto, nesse estudo prévio de todos os fatores que envolvem o projeto, deve conter especialmente a realização de sondagens, esse artigo abordará os métodos de sondagens mais utilizados atualmente, dando ênfase ao mais aplicado no Brasil, o método de sondagem a percussão simples (SPT) Standard Penetration Test, também conhecido como sondagem à percussão ou sondagem de simples reconhecimento); um breve relato histórico do processo; a análise do método de execução; as patologias comuns que podem surgir durante a aplicação do meio de execução; a necessidade indispensável da contratação de empresas especializadas; o prazo de validade específico do documento normativo; podendo assim definir corretamente o dimensionamento e o tipo das fundações que servirão de base para a edificação, diminuindo a possibilidade de riscos causados nas obras posteriormente. Palavras-chave: Sondagem SPT, construção civil, sondagem à percussão. 

1 INTRODUÇÃO

 

No processo da construção de um empreendimento imobiliário, de acordo com a segurança necessária para a estabilização da estrutura, é imprescindível que todas as etapas de estudo do solo sejam realizadas com o maior nível de excelência, portanto, esse estudo prévio de todos os fatores que envolvem o projeto, deve conter especialmente a realização de sondagens, pois além de se descobrir qual é tipo de solo a partir as amostras coletadas em campo, é possível também realizar ensaios de geotecnia e comportamento mecânico do solo em diferentes circunstâncias. (PEREIRA, 2015).

___________________________________

1 BACHARELANDOS do Curso de Engenharia de Civil, Centro Universitário Braz Cubas, Brasil.

2 PROFESSOR Titular da Universidade Braz Cubas, Brasil.

3 MESTRADO em Tecnologias Ambientais pelo Centro de Educação Tecnológica Paula Souza, Brasil (2011).

4 MESTRADO em Educação Matemática pela Universidade Bandeirante de São Paulo, Brasil (2012).

5 MESTRADO em Ciências e Tecnologias Espaciais pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Brasil (2014).

Através das sondagens, podemos obter as mais variadas informações como o tipo do solo, profundidade, comportamento, perfil, nível do lençol subterrâneo e determinação da resistência do solo às tensões. Estes dados nos auxiliam e são cruciais no processo de tomada de decisões em relação ao projeto, viabilizando uma execução mais eficiente, precisa, segura e econômica, com informações a respeito do posicionamento da edificação no terreno e o melhor tipo de fundação, evitando com isso uma série de patologias à obra. (BELINCANTA, 1985).

 

2 METODOLOGIA

 

Este estudo relaciona referências bibliográficas de vários autores experientes no ramo da engenharia e mecânica dos solos a importância de se realizar a sondagem SPT antes de iniciar qualquer projeto, levando em consideração uma revisão. Deste modo, iremos mostrar os métodos de execução, erros comuns, procedimentos, custos benefício, normatização e confiabilidade na contratação de empresas com profissionais qualificados. Esperamos, de forma resumida, esclarecer algumas dúvidas do público alvo e que, no final desta pesquisa possamos acrescentar um pouco mais de conhecimento para o estudo das sondagens.

 

3 SONDAGEM SPT

 

3.1 Relato histórico da Sondagem SPT

Iniciamos o estudo, falando sobre o histórico breve da Sondagem SPT (Teste Padrão de Penetração), que historicamente, era conduzido por um processo bastante precário e pouco normatizado, seus estudos de solos não eram os melhores para sua época (BELINCANTA, 1985).

Antes mesmo de 1902, a perfuração era feita através da circulação de água recolhendo detritos deste precário método, resultando em um processo de tipo e propriedades do solo não coerentes com o natural. Em 1902, através de Charles R. Gow iniciou-se um novo processo feito através da cravação de tubos com intervalos de penetração, altura de queda de impacto, descrição do quantitativo de golpes e entre outros.

Foi publicado em 1948 por Terzaghi e Peck, um estudo dos procedimentos da sondagem por circulação de água, ligando a penetração e a resistência do material penetrado do solo, e assim, vindo o nome descrito “Standard Penetration Test”. Este revolucionário método introduzido, foi uma brilhante contribuição para a construção civil, agregando índices de resistência à penetração do solo com elementos de estudo como a resistência, consistência, compacidade, os equipamentos e formas de elaboração do teste em si.

O teste “SPT” sofreu mudanças e algumas elaborações de normas sendo a primeira conhecida em 1958, a norma D1586-58T (ASTM, 1958) da Americam Society for Testingand Materials (ODEBRECHT, 2003). Mas estes estudos só foram trazidos para o Brasil na década de 30, onde foi gerado um grande valor pelo estudo, antes disso, a análise baseava-se pelo contato tátil-visual. Porém, mesmo com estudo em terras brasileiras, ainda havia uma grande dificuldade pelo fato da execução não normatizada, apenas em 1974 apresentado no 5° Congresso Brasileiro de Mecânicas dos Solos, foi citada a normatização propondo criar um método execução da sondagem simples do reconhecimento dos solos. Com o aparecimento de normas como a MB - 1211 (1979), que foi renumerada para NBR-6484 (ABNT 1980) ”Execução de sondagem de simples reconhecimento dos solos”, os procedimentos passaram a ser padronizados para o estudo da resistência dos solos em sua penetração.

Segundo Odebrecht (2003), os primeiros trabalhos para a definição de quantidade ou energia de golpes feitos no amostrador, surgiram de 1970 em diante, onde era estabelecido que o equipamento e sua manutenção, ou seja, o estado apresentado, tal como a forma que é realizado o teste, tivesse certas características para obtenção de resultados.

A partir de 1970, no entanto, os equipamentos passaram por transformações para ganhar maior precisão e resistência do equipamento em si, assim como os operadores obtiveram maior capacitação. O teste continua o mesmo desde que foi normatizado até os dias atuais.

 

3.2 Tipos de Sondagem

3.2.1 Sondagem Rotativa

O processo de sondagem rotativa possibilita o reconhecimento de rochas e solos, no qual permite a retirada de amostras de rochas atravessadas, portanto podendo até mesmo atingir grandes profundidades (PEREIRA, 2015).

Compreende-se que a sondagem rotativa é um processo de investigação realizada, na qual busca perfurar um determinado terreno através de um movimento de rotação, e ela também permite o avanço da investigação do subsolo quando, se tem um de alta resistência, rocas e matacões, por fim, ela permite o avanço da investigação do solo, quando se tem ou encontra um solo com a resistência muito grande até o alcance da rocha.

A sondagem rotativa é um método de investigação geotécnico representado como um conjunto motomecanizado, na qual foi projetada para buscar e obter amostras de materiais rochosos, contínuos e que tenham formatos cilíndricos, por meio da execução perfurante que é vista ou chamada de forças de penetração e rotação que são unidas, agem com poder cortante. A amostra da rocha que é coletada tem seu nome como testemunho (WILSON, 1999, p.22).

Portanto, os resultados obtidos pelo processo de sondagem são apresentados por meio de relatórios, com a planta do local, na qual estão demarcados os pontos para a execução da perfuração, com perfis geológicos geotécnicos de cada sondagem, nelas contém todas as informações necessárias da obra, com número, inclinação e rumo de sondagem, a data de início e término, a cota do furo e nível da água quando é encontrado, a profundidade e cotas verticais, o diâmetro de sondagem e a profundidade dos revestimentos, o comprimento de cada manobra, os números dos golpes SPT (quando solo), recuperação dos testemunhos, mudança, coerência, faturamento, RQD, designação das camadas de transição, especificação e interpretação geológica (PEREIRA, 2015).

 

3.2.2 Sondagem a Trados Manuais

O trado manual é um processo visto como o mais simples, mais rápido e econômico para a investigação do solo. Portanto a sondagem a trado manual é feita geralmente somente nas camadas dos solos que possuem baixa resistência e nível acima da água. Por sua vez a furação no solo é feita pelos operadores, por meio de uma barra acoplada horizontal a haste vertical, onde ficam localizadas as brocas, onde a cada 5 ou 6 rotações é retirada a broca para que seja removido o material acumulado (PEREIRA, 2001).

Pereira (2001), ainda descreve que a amostra é feita geralmente a cada metro, anotando as profundidades e as alterações nos materiais. Este processo de sondagem é bastante utilizado para a indicação do nível do lençol freático. Todas as amostras retiradas pelo trado manual são sempre deformadas, na qual não possuem características físicas quando são retiradas da natureza. Todos os resultados apresentados pela sondagem são por meio dos perfis individuais ou tabelas, na qual são gerados ou traçados perfis gerais do subsolo. 174

 

3.2.3 Sondagem a Trados Mecânicos

Diante dos trados mecanizados podemos notar que é um processo de fundação de custo menor em relação aos processos relacionados a perfuração e ao volume de concreto. Portanto é uma escolha bastante utilizada nos canteiros de obra, portanto este processo é considerado o mais limpo, porque não produz lama, possui o transporte mais simples e mobilizado dentro da execução do serviço, no qual também necessita de um número menor de funcionários, também é uma execução dita como mais breve. A execução da sondagem por trado mecânico é caracterizada por não ter vibração durante a execução da perfuração dos solos de resistência elevada (PEREIRA, 2001).

Enfim, entende-se que a sondagem a trado pode ser manual ou mecânica, onde o processo manual é executado por 2 pessoas e o processo mecânico é feito com o auxílio de uma máquina.

 

4 EXECUÇÃO DA SONDAGEM SPT

Segundo a NBR 6484 (Norma Brasileira Regulamentadora, 2001), descreve que considera correto para a execução do processo de sondagem, o procedimento do reconhecimento do solo com (SPT), que respalda-se na perfuração e cravação dinâmica de um amostrador-padrão, em que a cada metro de solo, decorrendo na determinação dos determinados tipos de solo em suas especificas profundidades, e ainda no índice de resistência à penetração de cada metro aprofundado, ao ponto do nível do lençol freático. Com o prognóstico do solo e o projeto da edificação, conclui-se que é possível obter uma escolha mais apropriada de fundação. O ensaio se dá início com a sondagem de determinado terreno a começar pela superfície onde se encontra a instalação do equipamento até 1 metro de profundidade com o trado concha ou cavadeira manual onde é recolhido uma amostra dessa parte inicial. Após a perfuração de 2 metros, dá-se início ao procedimento com amostra padrão que é fixada no conjunto de haste do aparelho. Um determinado martelo pesando 65 kg é erguido em uma altura de 75 cm que tem um auxílio de uma corda de sisal que cai sobre uma queda livre sobre o amostrador que é chamado padrão. Na qual este processo é repetido 45 cm pelo amostrado até o solo, é contado número de golpes a cada 15 cm que o martelo vai atingindo a profundidade e assim o valor de (Nspt) é a soma do número dos golpes que são necessários para a penetração do amostrador nos últimos 30 cm no solo.

A sondagem (SPT) se divide nas seguintes operações:

1- Abertura do furo;

2- Ensaio de penetração;

3- Amostragem;

4- Avaliação do nível d’água;

5- Identificação e classificação das amostras;

6- Relatório.

E ainda por meio do processo da sondagem à percussão do tipo SPT é provável definir o tipo de solo que é atravessado pelo amostrador padrão, a resistência (N) que é mencionado pelo solo da cravação do amostrador e como é posicionado diante do nível de água que é encontrado durante a perfuração (PEREIRA, 2015).

De acordo com a NBR 6484 (ABNT, 2001), o procedimento de perfuração por circulação por meio de água está associado por meio dos ensaios de penetração, na qual deve ser empregado onde tiver as condições seguintes:

1. Em que 3 m sucessivos se atingir 30 golpes para penetração dos 15 cm iniciais do amostrador padrão;

2. Em que 4 m sucessivos se atingir 50 golpes para penetração dos 30 cm iniciais do amostrador padrão; e 

3. Em que 5 m sucessivos se atingir 50 golpes para a penetração dos 45cm do amostrador-padrão.

De acordo com a NBR 6484 (ABNT, 2001), a cravação do amostrador padrão é paralisada antes dos 45 cm de penetração todas as vezes que acabar ocorrendo as seguintes situações:

1. Onde os três seguimentos de 15 cm e o número de golpes acaba ultrapassando 30;

2. E no caso onde o total de 50 golpes acabar sendo aplicado durante toda a gravação;

3. Por fim não ser observado o avanço do amostrador-padrão no momento que a aplicação de cinco golpes sucessivos do martelo. Por fim esta norma acaba trazendo relações dos estados da dureza e da aparência dos solos.

5 PATOLOGIAS

 

Nessa etapa iremos apresentar algumas diferenças obtidas através de resultados da coleta de dados feitos por um artigo (BELINCANTA, 2018), no qual foi instruído através de placas A/D com softwares para coleta e análise de sinais, que foi basicamente composta por carga devidamente averiguada através desses aparelhos.

Nesse primeiro teste (Tabela 1), foi constatado que através de um mesmo equipamento, com o martelo com pino guia, com coxim de madeira, operado com corda, a utilização do mecanismo de gatilho, retratou uma maior eficiência em relação ao mesmo equipamento e as mesma condições mudando apenas do gatilho para o mecanismo manual, ficando 8,8% mais eficiente o gatilho em um teste inicial com a cabeça de bater normal de 3,6kg fixada em barras desgastadas de 3,18kg/m. Já em condições normais padronizadas através das normas e seguindo novamente toda diretriz de mesmo equipamento, mesmas condições, o uso do gatilho apresentou um rendimento maior de 12,7% de maior eficiente em relação ao uso da corda manual (BELINCANTA, 2018).

(Tabela1: Ensaio acionamento manual e por gatilho). Fonte: BELINCANTA (1985).

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Nesta etapa (Tabela 2), novamente testado o mesmo equipamento com o martelo com pino guia, com coxim de madeira, operado com corda e gatilho sobre uma cabeça de bater normal de 3,6 kg fixado desta vez em hastes novas de 3,25 kg (variando 0,07 kg de algumas hastes novas), os resultados novamente obtidos foram de 11,8 % de maior eficiência do martelo acionado através do gatilho. Utilizando a padronização de 75 cm de altura convencional esse mesmo equipamento com hastes novas, novamente a utilização de gatilho teve maior eficiência tendo 13,4 % maior precisão em relação à utilização manual, apresentando assim um nível de confiabilidade maior com o mecanismo automatizado (BELINCANTA, 2018).

(Tabela 2: Ensaio acionamento manual e por gatilho). Fonte: BELINCANTA (1985).

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6 CUSTO-BENEFÍCIO DA SONDAGEM SPT NO BRASIL

 

É de extrema importância que o ensaio de sondagem SPT seja executado corretamente, visto que na maioria das obras é o único ensaio geotécnico disponível. As sondagens representam em média, para obras de edifícios, menos de 1% do custo total da obra (RIBEIRO, 2018).

O custo deste serviço será rapidamente revertido em benefício da obra, e na economia que obterá no dimensionamento do projeto de fundação, evitando desta forma o desperdício de material, pelo superdimensionamento, por não conhecer as condições do subsolo.

Um projeto de fundação não consiste exclusivamente no conhecimento da carga que a estrutura descarrega na fundação, e a simples divisão destes valores pela carga de trabalho estrutural da fundação, para se determinar o tipo de fundação necessária. Consiste efetivamente na determinação de um comprimento mínimo e sua secção transversal, capaz de transmitir as cargas solicitantes para o solo, e para isso é necessário à investigação do subsolo (GEOESP).

A não execução da prospecção do subsolo antes de iniciar uma obra torna-a sujeita a patologias futuras que poderiam ter sido evitadas. A sondagem é sempre a melhor opção que qualquer profissional da engenharia possa tomar antes de inicia qualquer projeto.

7 CONTRATAÇÕES DE EMPRESAS EXPERIENTES

 

A contratação de empresas para execução de sondagens é de extrema importância, visando que para este processo, a contratante necessita conhecer no mínimo três empresas prestadoras de serviços no ramo, com boas referências de mercado, assim como, alguns serviços prestados para certificar um bom planejamento do projeto.

Deve ser avaliado, se a mesma possuiu uma boa estrutura física, exigindo uma mão de obra qualificada com profissionais técnicos habilitados para estes trabalhos.

Exigir fiscais competentes com conhecimento das normatizações em estudos de solos fazer acompanhamentos com relatório fotográfico e exigindo que o Relatório Diário de Obra (RDO) seja entregue diariamente pelo encarregado da obra e fazer anotações previa quando cabível, sempre avaliando a passo a passo e tomada de decisões.

A qualidade de um trabalho começa sempre com uma boa contratação, servindo como base para evitar problemas futuros.

 

8. VALIDADE DOS LAUDOS DE SONDAGENS

 

Segundo a NBR 6484, os relatórios de campo devem ser conservados à disposição dos interessados por um período mínimo de um ano, a contar da data da apresentação do relatório definitivo. Já o relatório definitivo deve apresentar os resultados das sondagens de simples reconhecimento em relatórios numerados, datados e assinados por responsável técnico pelo trabalho, perante o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

9 CONFIABILIDADE ENTRE SONDAGEM MANUAL E MECANIZADA.

 

Compreende-se por meio de relatos e citações em que vimos até agora sobre sondagem manual e sondagem mecânica que cada uma tem suas vantagens e desvantagens, quanto ao custo e segurança.

Sabe-se que o processo manual é um processo mais barato, não requer profissionais que tenha uma maior habilidade, não necessita de maquinários com preços elevados, é considerado rápido, porém mais demorado em relação à sondagem mecanizada, possui a profundidade limitada à do nível d'água, permite a retirada de amostras deformadas, há desgaste humano, pois uma pessoa não tem o mesmo ritmo como a máquina. Mas sabe-se que com processo mecânico se tem uma precisão maior e até uma confiabilidade e ganho de tempo.

A sondagem mecânica é caracterizada por não ter vibração durante sua execução, no processo mecânico pode-se cavar em profundidades mais baixas onde um processo manual não se consegue chegar, é um processo bem mais ágil que a sondagem manual, não há desgaste humano e cansaço para quem o executa, sabe-se que com processo mecânico se tem uma precisão maior, qualidade, o que é visado bastante à produtividade.

Enfim, quando um cliente contrata um serviço, ele espera que o mesmo seja entregue com qualidade, tempo ágil, custo/benefício, produtividade e analisando todos os pontos percebe-se que o mecanizado mesmo que tenha um custo maior na locação do método, é o mais eficaz, pois o mecanismo é mais preciso, o tempo de execução é menor, assim obtendo a qualidade e produtividade mais elevadas.

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Após estudos realizados para o desenvolvimento do artigo, concluímos que as metodologias de execução de sondagens exigem conhecimentos específicos e realmente importantes para a elaboração de uma obra na construção civil, apesar de notadas algumas variações e erros nas técnicas dos procedimentos operacionais, notamos que não há grande interferência nos resultados obtidos em cada um deles, sendo assim, a confiabilidade de cada um dos métodos, de maneira geral, é aceitável. Apesar do custo na sondagem ser considerado baixo, esse investimento ainda é revertido em ganho de tempo na execução e no dimensionamento da obra. Acreditamos ainda, que os métodos citados no artigo, podem evoluir muito com a contribuição dos avanços tecnológicos.

BIBLIOGRAFIA

 

BELICANTA, Antônio. Avaliação de fatores intervenientes do índice de resistência à penetração do SPT. Disponível em:. Data de acesso: 03/05/2019

ODEBRECHT, Edgar. Medidas de energia no ensaio de SPT. Porto Alegre, 2003. Disponível em: . Data de acesso: 11/05/2019 PEREIRA, Caio. Tipos de Sondagem de Solo. Escola Engenharia, 2015. Disponível em: < https://www.escolaengenharia.com.br/tipos-de-sondagem/>. Data de acesso: 11/05/2019.

WILSON, Shoji Iyosama. Manual de sondagens. São Paulo: Associação Brasileira de Geologia de Engenharia, 4° edição, 1999. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6484: Solo Sondagem de simples reconhecimento com SPT - Método de ensaio. Rio de Janeiro. 2001. CÂMARA, Kadson; PEREIRA, Alexandre da C. Análise de perfis de sondagem SPT e caracterização geotécnica de solos do município de Natal-RN. Disponível em: . Data de acesso: 12/04/2019.

RIBEIRO, Daniela. Sondagem SPT: Processo executivo e dicas importantes. Disponível em: . Data de acesso: 11/05/2019 GEOESP. O valor de uma sondagem. Disponível em . Data de acesso: 11/05/2019

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ENTULHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Por Maria Carolina Rodella Manzano

Graduação em Ciências Biológicas (UNIFESP, 2016)

 

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) os resíduos sólidos podem ser classificados quanto a sua origem em resíduos industriais, domiciliares, de limpeza urbana, agrossilvopastoris, de mineração, de serviços de transporte, de serviços de saúde e da construção civil. Os resíduos da construção civil (RCC) são definidos pela resolução número 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente como aqueles gerados em construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluindo os processos anteriores a construção como preparação e escavação do terreno. Esse tipo de resíduo é chamado popularmente de entulho, e pode ser classificado em quatro diferentes categorias de acordo com a natureza do material. 

Os exemplos vão desde tijolos, blocos de concreto, cerâmicas, madeiras, gesso, fiação, tubulações, plásticos, telhas e vidros até solo e rochas e pavimento asfáltico.

 

Classificação

A classificação dos resíduos da construção civil em quatro diferentes categorias é estipulada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama Nº 307/2002) da seguinte forma:

  • Classe A: resíduos recicláveis e reutilizáveis na forma de agregados como blocos, tijolos, placas de revestimento, alvenarias, argamassa, telhas, concreto e solo;

  • Classe B: resíduos recicláveis utilizados no próprio canteiro de obras ou encaminhados para centros de reciclagem como restos de papel, papelão, plástico, vidro, metais e madeiras;

  • Classe C: resíduos que não possuem técnicas ou aplicações para reciclagem e reaproveitamento;

  • Classe D: resíduos considerados perigosos, como solventesamianto presente nas calhas, tintas e óleos. Também se encaixam nessa categoria os resíduos provenientes de construção, reparo ou demolição de ambientes hospitalares e industriais por exemplo.

Reciclagem e legislação

A remoção e destinação correta do entulho é de responsabilidade do gerador, e pode ser fiscalizada e penalizada de acordo com diversas leis e diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e também através da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Na cidade de São Paulo, a prefeitura estabeleceu uma lei que permite o descarte de até 50 quilos de entulho por dia através da coleta domiciliar convencional, uma vez que é proibido a deposição dos resíduos em vias públicas. Outra possibilidade para os moradores da cidade é o descarte em Ecopontos, distribuídos ao longo de diferentes regiões e responsáveis por receber até 1 metro cubico de entulho, madeira, grandes objetos e até poda de árvore diariamente.

Referências Bibliográficas

[1] Política Nacional de Resíduos Sólidos. Disponível em: http://www.mma.gov.br/pol%C3%ADtica-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos

[2] Resíduos de Construção Civil (RCC). Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/amlurb/entulho/index.php?p=4627

[3] O que é entulho? Disponível em: https://abrecon.org.br/entulho/o-que-e-entulho/

[4] Como fazer o descarte de entulhos de obra corretamente? Disponível em: https://www.ecycle.com.br/component/content/article/45/80-destinacao-entulho.html

[5] Entulho. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Entulho&oldid=53260027.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/ecologia/entulho/

Arquivado em: Ecologia

 
 
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REFORMAS EM CONDOMÍNIOS O QUE VOCÊ PRECISA SABER

 

APRESENTAÇÃO

 

Com o lançamento e distribuição de mais uma tiragem deste impresso – REFORMAS EM CONDOMÍNIOS: O QUE VOCÊ PRECISA SABER – o Crea-SP visa levar ao conhecimento dos síndicos de condomínios verticais e horizontais um resumo do papel do Conselho junto a esse segmento, com recomendações referentes às responsabilidades desses profissionais no exercício de suas atividades. Além de explicar o porquê da sua obrigação na fiscalização do exercício profissional em obras e serviços de Engenharia nessa área do universo imobiliário, o Crea-SP trata aqui das responsabilidades legais dos síndicos, orientando-os sobre os serviços que devem ser executados por profissionais habilitados e o que compete ou não ao Conselho nesse ramo de atividade.

É importante ressaltar que, com a evolução da sociedade e do conhecimento, surgem também as necessidades de habilitações específicas dos profissionais da área tecnológica, não restando mais espaço para o amadorismo e a improvisação – principalmente quando se trata da elaboração de projetos complexos e da prestação de serviços que não podem colocar em risco a integridade física de pessoas e estruturas. A responsabilidade dos síndicos, nesse aspecto, é enorme, pois compete a eles prover a manutenção das estruturas prediais, de forma a garantir a tranquilidade e a segurança dos condôminos e de todas as pessoas que transitam por esses locais. Para que isso aconteça, o Crea-SP recomenda: na hora de contratar uma empresa ou um profissional para prestar serviços ao condomínio, o síndico deve estar atento para que tanto uma quanto o outro possuam a devida habilitação legal e profissional, o que só será garantido com o registro no Conselho.

SERVIÇOS EXCLUSIVOS DE EMPRESAS E PROFISSIONAIS HABILITADOS E REGISTRADOS NO CREA-SP

1 Instalação e/ou manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA – para-raios), atendendo à NBR 5419 da ABNT, e surtos de tensão, atendendo à NBR 5410 da ABNT;

2 Instalação ou manutenção de subestações elétricas;

3 Instalação e/ou manutenção de centrais de computação telefônica (PABX, PAX, PBX, KS, CPA) e distribuidor de chamadas ou outros porteiros eletrônicos, sistemas de alarme, circuitos fechados de TV (CFTV), sonorização, TV por assinatura e distribuição de sinais;

4 Instalação e/ou manutenção de cercas eletrificadas;

5 Instalação e/ou manutenção de portões automatizados;

6 Pinturas, recuperação de fachadas, impermeabilização, construções diversas, instalações elétricas e hidrossanitárias (quadras poliesportivas, piscinas, reservatórios/cisternas);

7 Perfuração e/ou manutenção de poços tubulares;

8 Manutenção de elevadores;

9 Recarga de extintores de incêndio e teste hidrostático;

10 Manutenção de centrais de condicionadores de ar e exaustores;

11 Instalação e manutenção de central de GLP;

12 Conservação de parques e jardins;

13 Controle de pragas, desinsetização, desratização e similares;

14 Instalação e/ou manutenção de geradores;

15 Instalação e/ou manutenção de caldeiras.

O Edifício Copan é o maior condomínio de São Paulo. Tem 140 metros de altura, 37 andares e cerca de 5.000 moradores. Com 1.160 apartamentos, é considerado a maior estrutura de concreto armado do Brasil e um dos maiores edifícios residenciais da América Latina.

A RESPONSABILIDADE LEGAL DO SÍNDICO

 

As responsabilidades do síndico estão estabelecidas pelo Código Civil (Lei nº 10.406/2002) e em normas regulamentares (convenções de condomínio e regimentos internos). Cabe ao síndico administrar o condomínio por delegação da assembleia de condôminos, assumindo os encargos correspondentes, que incluem a preservação e a manutenção do patrimônio coletivo. Em casos de negligência no cumprimento de seus deveres, o síndico poderá ser civil e criminalmente responsabilizado. A Norma Técnica NBR 5.674 da ABNT (Manutenção de Edificações – Procedimentos) dispõe que, no caso de propriedade condominial, os proprietários condôminos são os responsáveis pela manutenção das partes autônomas individualizadas. Porém, na execução de reforma nessas unidades, o síndico deverá solicitar a participação de profissional habilitado, exigindo a ART, com o objetivo de garantir a segurança do conjunto da edificação.

NORMA TÉCNICA Nº 5.674 DA ABNT É REFERÊNCIA

Essa norma, que define a manutenção de edificações, é referência para que síndicos e proprietários possam elaborar e implantar programas de manutenção preventiva. O síndico e os administradores diretos têm papel fundamental no cumprimento dessa norma, uma vez que os prejuízos advindos da omissão em realizar a manutenção predial são de sua responsabilidade. Os síndicos respondem civil e criminalmente por todo problema ocorrido no condomínio, conforme previsto na Lei nº 4.591/64, que dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias. Todos os condôminos são responsáveis pela manutenção da edificação.

A IMPORTÂNCIA DA ART – ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – LEI 6.496/77

 

A ART é um documento que garante que os serviços são prestados por profissionais habilitados. Foi instituída pela Lei Federal nº 6.496/77 e define, para efeitos legais, os responsáveis técnicos pelos serviços contratados. Ou seja, é uma garantia para quem contrata, pois é um documento de anotação obrigatória para o profissional ou empresa que executa a obra/serviço. Sua falta implica sanções ao profissional, cominadas no art. 6º da Lei nº 5.194/66.

Por isso os síndicos devem sempre exigir do profissional contratado a emissão de sua ART. É a forma legal de se registrar o contrato do profissional com seu cliente. Quanto maior o detalhamento do serviço ou obra mencionado na ART, mais segurança para o síndico e para os contratados. Nesse documento são especificados os seguintes detalhes da obra ou serviço a ser executado, tais como: nomes do contratante e do contratado, endereço da obra/serviço, resumo do contrato que deu origem à ART, valor da obra/serviço, honorários profissionais, clara descrição dos serviços a ser executados, os códigos das atividades específicas e outros dados de controle.

E mais: a ART obriga que o executor realize o serviço exatamente como foi acordado e, principalmente, dentro dos prazos e padrões técnicos estabelecidos. Caso ocorra descumprimento das normas técnicas, o contratado poderá sofrer sanções junto ao Crea-SP. Em casos de acidentes, incidentes, sinistros ou falta de qualidade dos serviços executados, o registro da ART garante que a responsabilidade civil e criminal seja transferida diretamente ao contratado, isentando o síndico.

CONHEÇA O PAPEL DO CREA-SP

 

O Crea-SP é responsável por fiscalizar o exercício do profissional em uma obra ou serviço de Engenharia, verificando se quem elabora ou executa está registrado no Conselho e se emite a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. Ao fiscalizar o exercício profissional nas Engenharias, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, o Crea-SP trabalha para garantir que os serviços prestados nessas áreas sejam executados por profissionais e empresas legalmente habilitados, ou seja, de acordo com a Lei Federal nº 5.194/66. O objetivo é garantir a segurança e a qualidade dos serviços à população.

 

O QUE COMPETE AO CREA-SP

 

Veja quem pode ser denunciado e como: Profissional que falha por imprudência, imperícia e negligência

Nesse caso é preciso apresentar denúncia/laudo técnico ao Crea-SP, elaborado por profissional habilitado, conforme a Resolução nº 1.002/02 do Confea e o Art. 8º, § IV, do Código de Ética Profissional.

Profissional que comete infração ao Código de Ética

A denúncia deve ser protocolada na Sede do Crea-SP ou em uma de suas Inspetorias ,ou ainda outra Unidade do Conselho, mediante apresentação de provas documentais da infração cometida.

O QUE NÃO COMPETE AO CREA-SP

 

Receber denúncias e apurar casos de trabalhadores sem equipamentos de segurança (EPI – Equipamentos de Proteção Individual).

A quem recorrer: a fiscalização compete à SRTE - Superintendência Regional do Trabalho, Emprego e Renda.

Questões referentes a riscos de desabamento e de segurança em edificações.

A quem recorrer: Defesa Civil.

Deliberar sobre recuos de obras, invasão de terrenos e entrega de alvarás.

A quem recorrer: Prefeitura Municipal.

Questões financeiras, comerciais, perdas e danos.

A quem recorrer: Justiça comum/Juizados Especiais.

Avaliar riscos relacionados às edificações: fissuras, trincas, rachaduras, fendas, corrosão, deformações, contenção de encostas, impermeabilização, etc.).

A quem recorrer: contrate um profissional habilitado, com registro no Crea-SP, para confecção de laudo técnico com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. 

 

A elaboração de projetos e a condução da execução de obras em edificações são atribuições de profissionais legalmente habilitados. O engenheiro é o profissional que tem atribuição legal para esses serviços. Esse profissional tem responsabilidade civil sobre os serviços que executa. Sempre é bom lembrar: o exercício dos profissionais habilitados à prestação de serviços técnicos em edificações é regulamentado pela Lei Federal nº 5.194/1966.

 

SÃO OBRIGAÇÕES DO ENGENHEIRO

 

• Elaborar um contrato e um orçamento (CDC);

• Fazer a vistoria e elaborar o laudo técnico;

• Recolher e apresentar a ART;

• Elaborar projetos e acompanhar efetivamente a obra;

 

Os profissionais responsáveis pela elaboração dos projetos e pela condução da execução das obras devem registrar seus serviços por meio da Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.

 

POR QUE O CREA-SP FISCALIZA OS CONDOMÍNIOS?

Por meio de fiscalizações regulares, o Crea-SP trabalha para coibir a ação de leigos OU MESMO PROFISSIONAIS QUE NÃO TENHAM ATRIBUIÇÃO LEGAL, pois esse tipo de ação coloca em risco a segurança dos condôminos, uma vez que é executada por quem não tem habilitação técnica.

Para evitar esses riscos, sempre que o condomínio for contratar um profissional ou uma empresa, certifique-se de que o profissional está devidamente habilitado e que a empresa está registrada no Crea-SP. Esta comprovação é uma garantia de que os serviços serão prestados dentro do padrão técnico. A verificação pode ser feita pelo site www.creasp.org.br.

 

Produzido pelo Departamento de Comunicação da Superintendência de Comunicação e Eventos (DCO/SUPCEV). Referências:

• Norma NBR 16.280 da ABNT – “Reforma em Edificações – Sistema de Gestão de Reformas - Requisitos”.

• “Manual do Síndico 2008” – Editado pelo Crea-AM.

• “Reformas Em Edificações – Manual Prático”, de acordo com a NBR 16.280 da ABNT – Secovi/Paraná – Versão 1/2014.

• “Manual do Síndico” – 2ª edição – 2012 – Crea-SC/Secovi • “Conselho para o Síndico” – Crea-GO.

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BOAS PRÁTICAS DE FISCALIZAÇÃO NA INSPEÇÃO PREDIAL PERIÓDICA

 

APRESENTAÇÃO
 

Até o final da década de 1980 a preocupação com a durabilidade das edificações e de seus materiais constituintes não era tida como relevante. A partir de então, constatando-se principalmente a deterioração de estruturas em concreto, esse cuidado passou a ser uma necessidade na Construção Civil.

Com a dura realidade do crescimento populacional urbano, a maior longevidade da população e a agressão ao meio ambiente, tanto o poder público como a iniciativa privada, aliados a agentes do Terceiro Setor, viram-se obrigados a olhar para o ser humano com uma consciência mais voltada ao atendimento de suas necessidades, inclusive as das pessoas com diferentes tipos de limitação, e essa

nova forma de olhar o capital humano levou a sociedade a reforçar alguns de seus conceitos, como os da acessibilidade e sustentabilidade. 

De outro lado, acidentes registrados em diferentes tipos de edificação, durante pleno uso, como quedas de edifícios e de marquises, desabamentos de telhados e coberturas, além de incêndios e problemas de diferentes patologias que culminam com a degradação e até o colapso da construção, levaram a área da Construção Civil a uma maior preocupação com a manutenção e a conservação das edificações, atividades geralmente relegadas a segundo plano devido ao desconhecimento ou à negligência dos responsáveis.

Competentes órgãos da Engenharia, como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), criaram normas para o acompanhamento dessas diferentes atividades, com destaque para a NBR 5674 – Manutenção dos Edifícios, passando por várias outras, dentre elas a NBR 9050 – Acessibilidade, culminando com a NBR 15.575 – Norma de Desempenho, que traz uma nova visão, agora voltada para o usuário e suas necessidades de Sustentabilidade, Habitabilidade e Segurança.

 

A MANUTENÇÃO E A INSPEÇÃO PREDIAL

Com a preocupação constante de cumprir sua missão de proteção à sociedade, o Crea-SP criou o Grupo de Trabalho “Inspeção e Fiscalização Predial Periódica”, constituído de especialistas nas diferentes áreas da Engenharia, e, após levantamento de informações sobre a situação desse setor no mercado, concluiu que a Inspeção Predial é uma atividade que possui normas e métodos já bastante desenvolvidos, sufi cientemente embasados para orientar os engenheiros legalmente habilitados pelo Crea quanto às melhores práticas em inspeções prediais periódicas e a elaboração dos laudos destinados à orientação do público interessado. De posse desse conhecimento, os profissionais habilitados estão capacitados a informar os responsáveis pelas edificações sobre o que e como fazer para evitar colapsos e a deterioração precoce desses imóveis, além de orientá-los sobre as melhores alternativas na prática da prevenção de acidentes e proteção dos usuários.

No entanto, o Grupo de Trabalho do Crea-SP observou uma lacuna no tocante à fiscalização sobre a periodicidade dessas inspeções, que, em seu entender, devem ser realizadas com regularidade e qualidade, além da eficácia e eficiência esperadas no meio profissional.

Essa responsabilidade de fiscalizar cabe ao Poder Público Municipal, que, assim, deve definir a periodicidade e a obrigatoriedade de cada tipo de edificação para a Inspeção Predial, garantindo o cumprimento das exigências ơ picas dessa atividade.

Analisando a legislação existente, o Grupo de Trabalho do Crea-SP observou que, mesmo em municípios onde vigoram essas leis, não há uniformização na metodologia da Inspeção Predial, que, às vezes, até apresentam informações equivocadas. Dessa forma, o GT reconhece a necessidade de um estudo que garanta maiores eficácia e eficiência na implantação da Inspeção e Fiscalização Predial Periódica. Esse estudo gerou uma sugestão de Projeto de Lei com orientações técnicas para que o Legislativo e o Executivo Municipal possam melhor atuar nesse tipo de fiscalização, não só uniformizando procedimentos, mas também trazendo luz técnica na implantação de novas legislações.

Segue, abaixo, a proposta de Projeto de Lei apresentada pelo Grupo de Trabalho “Inspeção e Fiscalização Predial Periódica” do Crea-SP.

PROJETO DE LEI

INSPEÇÃO E FISCALIZAÇÃO PREDIAL PERIÓDICA

Dispõe sobre regras para a obtenção de Certidão de Inspeção e Fiscalização Predial Periódica.

Art. 1° - Inspeção e Fiscalização Predial Periódica é uma avaliação com o objetivo de identificar o estado geral da edificação e seus sistemas construtivos, visando à sua manutenção e periodicidade, com a finalidade de proteção dos usuários.

Art. 2° - Itens a ser inspecionados:

• Estruturas aparentes;

• Vedações (externas e internas);

• Revestimentos;

• Esquadrias;

• Impermeabilização;

• Instalações Hidráulicas;

• Instalações Elétricas;

• Instalações Mecânicas;

• Geradores;

• Elevadores;

• Sistemas de Proteção Contra Descargas Atmosféricas;

• Segurança Contra Incêndio;

• Sistema de Coberturas;

• Acessibilidade.

Art. 3° - A Certidão de Inspeção e Fiscalização Predial Periódica será fornecida pelo município ou pelo órgão competente a quem ele delegar, mediante a apresentação do laudo de inspeção e fiscalização predial elaborado por profissional legalmente habilitado pelo Sistema Confea/Crea.

Paragrafo Único - Todo Laudo Técnico de Inspeção e Fiscalização Predial Periódica deverá ser acompanhado da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, conforme determina a Lei Federal n⁰ 6.496, de 7 de dezembro de 1977.

Art. 4° - Para a caracterização da Inspeção e Fiscalização Predial Periódica deverá ser analisada toda a documentação existente, correspondente a documentos administrativos, técnicos e referentes à manutenção e operação.

Art. 5° - O Laudo Técnico de Inspeção e Fiscalização Predial Periódica será obrigatório para emissão e renovação de alvará de funcionamento e para as seguintes Edificações:

I – Residencial Multifamiliar;

II – Privada Não residencial;

III – Pública;

IV – Local onde haja fluxo ou reuniões com mais de 100 pessoas.

Art. 6° - O Laudo Técnico deverá estar em conformidade com as normas técnicas e legislações vigentes.

Art. 7° - Nas transações imobiliárias, os cartórios de registros de imóveis exigirão o Laudo Técnico de Inspeção e Fiscalização Predial Periódica para imóveis enquadrados no artigo 5°.

Art. 8° - Periodicidade ou renovação da Certidão de Inspeção e Fiscalização Predial Periódica:

I – Anualmente, para edificações com mais de 50 (cinquenta) anos;

II – A cada 2 (dois) anos, para edificações entre 31 (trinta e um) e 50 (cinquenta anos);

III – A cada 3 (três anos), para edificações entre 21 (vinte e um) e 30 (trinta anos), e, independentemente da idade, todas as edificações não residenciais;

IV – A cada 5 (cinco) anos, para edificações com até 20 (anos).

Art. 9° - Para poder fazer o acompanhamento do tempo de construção e para os fins desta Lei, conta-se a idade da edificação a partir da data de expedição do “habite-se”, total ou parcial, ou, se comprovadamente anterior a essa, da data de conclusão da edificação.

Art. 10° - O infrator fica sujeito às seguintes penalidades:

I – Multa de 1 (uma) UFM (Unidade Fiscal do Município) por metro quadrado da área total construída da edificação, pelo descumprimento do disposto no parágrafo único do art. 5° desta Lei;

II – Multa de 4 (quatro) UFMs por metro quadrado da área total construída da edificação, por informações falsas contidas no Laudo de Inspeção e Fiscalização Predial;

III – Em caso de reincidência, a multa será dobrada.

Obs.: o pagamento da multa não desobriga a apresentação do Laudo de Inspeção e Fiscalização Predial.

Art. 11 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos em 180 (cento e oitenta) dias.

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BOAS PRÁTICAS PARA AVALIAÇÕES E PERÍCIAS DE ENGENHARIA
 

Será que um simples exame visual pode definir o valor de um imóvel? Será que o conhecimento específico das particularidades de sua construção é fundamental para a identificação de eventuais anomalias desse bem? Será que um leigo tem condições para fundamentar tecnicamente uma avaliação? Será que o conflito de interesses do avaliador pode influenciar na definição de um valor? Qual a garanta para a sociedade de que está recebendo um trabalho elaborado por um profissional habilitado?

O Crea-SP, preocupado em dar uma satisfação à sociedade por meio das respostas que o assunto exige, criou este Grupo de Trabalho, constituído por profissionais especializados que se prepararam para esclarecer por que é necessário contratar

um profissional do Sistema Confea/Crea que detém as devidas atribuições para serviços de avaliações de bens e perícias.

Em primeiro lugar, cabe informar que o produto final da avaliação de bens ou perícia é um relatório denominado Laudo Pericial, seja de Engenharia ou de Avaliação. O Laudo demonstra a fundamentação técnica da conclusão de análises ou valores.

Um laudo idôneo depende da capacidade técnica do profissional para qualificar as necessárias características do bem. O profissional do Sistema Confea/Crea que detém as devidas atribuições possui o conhecimento técnico de todas as características que devem compor as necessárias condições do imóvel, tanto em relação à sua solidez e segurança quanto ao seu funcionamento, além de fatores de mercado indispensáveis.

Além de, em sua formação acadêmica, o profissional do Sistema Confea/Crea que detém as devidas atribuições ser capacitado para a qualificação técnica dos elementos que constituem o bem e o seu funcionamento, ele é isento e alheio quanto à finalidade do resultado do serviço, proporcionando segurança e confiabilidade.

No caso de Avaliação, a formação do preço no Laudo só pode ser definida após inspeção técnica desse profissional para análise do bem (casa, apartamento, equipamentos, áreas rurais, etc.). Por exemplo: a avaliação de um imóvel deve ser realizada por um profissional da Engenharia Civil, enquanto a avaliação de uma máquina ou equipamento deve ser realizada por um profissional da Engenharia Mecânica.

Da mesma forma, na realização de trabalhos de Perícias de Engenharia um leigo não tem condições de verificar eventuais falhas ou danos do bem que possam comprometer sua solidez e segurança. Como essas falhas e danos devem ser identificados por meio de análise técnica de todos os sistemas (ambiental, estrutural, elétrico, mecânico, hidráulico, etc.), fica claro que também nas perícias de Engenharia é indispensável a atuação de um profissional habilitado, visando a facilitar, posteriormente, uma correta apuração do valor do bem.

OS PRINCIPAIS CONSUMIDORES

O público consumidor do trabalho de Avaliações e Perícias de Engenharia é vasto – e necessário em muitos casos de naturezas distintas, tais como:

• Magistrados e operadores do Direito: para resolução de conflitos judiciais ou extrajudiciais;

• Instituições financeiras: para procedimentos de contratos de garantia e contratação de seguros;

• Prefeituras, câmaras municipais e outros órgãos públicos, além de empresas e público em geral: para levantamento patrimonial de bens, verificação de falhas construtivas, manutenção, projeto, mau uso ou sinistros.

O contratante deve atentar para a escolha do profissional, principalmente no tocante à experiência e qualificação profissional, pois, por ser uma atividade em expansão, desperta interesse no mercado de trabalho.

Quanto à legalidade do profissional contratado, existe legislação específica vigente, destacando:

• Constituição Federal. Conforme o artigo 5° da Constituição Federal, em seu inciso XIII: “É livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a Lei estabelecer”.

• Lei Federal n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966. Essa lei regulamenta a profissão de Engenheiro, atribuindo inclusive a execução de serviços de Avaliações e Perícias com seu devido valor jurídico.

• Resolução n° 345/90 do Confea. Essa Resolução revalida a legislação federal referenciada, exigindo, para sua plena validade, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), também exigida pela Lei Federal n° 6.496, de 7 de dezembro de 1977. Por meio da ART, o Sistema Confea/Crea garante à sociedade que os serviços serão prestados por profissionais habilitados e também define os responsáveis pelos serviços contratados.

• A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é responsável pela publicação das normas técnicas de todas as especialidades. Os profissionais registrados no Sistema Confea/Crea têm conhecimento dessas normas e executam seus trabalhos em conformidade com as normas pertinentes. A obediência às normas técnicas da ABNT está prevista no Código de Defesa do Consumidor e o desacordo é caracterizado como pratica abusiva.

• Resolução n° 4.271, de 30 de setembro de 2013, do Banco Central, para instituições financeiras, que resolve, no artigo 1º, inciso I-b:

“A avaliação de imóvel deve ser efetuada por profissional que não possua qualquer vínculo com a área de crédito da instituição concedente ou com outras áreas que possam implicar conflito de interesses ou representar deficiência na segregação de funções”.

CONCLUSÃO

Os profissionais registrados no Sistema Confea/Crea, em seus limites de competência e habilitação, são os mais indicados para a produção do Laudo de Avaliação e Perícia contendo todas as informações previstas pela legislação vigente, permitindo ao contratante segurança dos dados contidos no laudo, tanto na atribuição do valor do bem como na precisão das perícias de Engenharia.

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QUAL É A IMPORTÂNCIA DA ART
A Anotação de Responsabilidade Técnica – ART é um instrumento legal, necessário à fiscalização das atividades técnico-profissionais, nos diversos empreendimentos sociais;

A ART é um resumo do contrato firmado entre o profissional e seu cliente ou seu empregador para a execução de obra/serviço;

 A ART define para a sociedade os responsáveis técnicos pela execução de obras ou pela prestação de quaisquer serviços profissionais referentes às atividades da área tecnológica (engenharia, agronomia, geologia, geografia, meteorologia, etc);

A ART ajuda a identificar os serviços contratados, definindo sua autoria e os limites da responsabilidade de contratantes e contratados;

O conjunto de ARTs cria o Acervo Técnico Profissional, uma espécie de currículo que reúne as atividades desenvolvidas ao longo da vida profissional compatíveis com sua competência;

O registro das ARTs compõe a receita dos Creas, do Confea e da Mútua;

O valor arrecadado com as ARTs é distribuído da seguinte forma: 12% do total vai para o Confea; 20% para a Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Sistema; 52% para o Crea e 16% para Entidades de Classe;

O valor recebido no Crea-SP é utilizado em benefício dos profissionais e da sociedade, como as iniciativas recentes para modernizar o Conselho por meio da informatização de seus serviços e a padronização visual e de atendimento de suas Unidades;

Registrando suas ARTs você também colabora para o fortalecimento da sua entidade de classe: parte do valor arrecadado com as ARTs (16%) é repassado pelos Creas às entidades conveniadas para ser utilizado em iniciativas que promovam a atualização e o aprimoramento profissional.

PARA EMITIR SUA ART:

1. Acesse o CREANet pelo endereço creanet.creasp.org.br ou pelo menu de acesso rápido na página principal do Portal Crea-SP (www.creasp.org.br);

2. Entre com seu login e senha.

 

Fonte : Crea –SP Biblioteca Virtual 

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O que é Caderneta de Obras?

É um instrumento de fiscalização e de valorização profissional para as Obras e Serviços na Construção Civil.

Ela formaliza a efetiva participação do profissional na execução de uma Obra ou Serviço, proporcionando maior garantia e qualidade  ao empreendedor, ao profissional  e  à  sociedade. 

Para que serve?

É a memória escrita de todas as atividades relacionadas à obra ou serviço, onde juntamente com a ART, Projetos, Memoriais, Detalhamentos Técnicos,  formalizam a efetiva participação do profissional na obra ou serviço, sendo assim

um instrumento auxiliar  de fiscalização para o empreendedor,  o profissional , as Prefeituras  e também para  registro de atividades técnicas para emissão da CAT- Certidão de Acervo Técnico.

 

Fundamentação legal e histórico:

  • Lei Federal 5.194 de 24 de Dezembro de 1966: Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo, e dá outras providências. (Alínea “c” do Art. 6º);

    • Resolução 1.024 de 21 de agosto de 2009  Confea/ CREA: Dispõe sobre a obrigatoriedade de adoção do Livro de Ordem de obras e serviços de Engenharia, Arquitetura, Agronomia, Geografia, Geologia ,Meteorologia e demais profissões vinculadas ao Sistema Confea/Crea. (Art. 9º);

    • Ato Normativo 06 de 28 de maio de 2012/ CREA – SP: Dispõe sobre a obrigatoriedade de adoção do Livro de Ordem de obras e serviços de Engenharia, Arquitetura, Agronomia, Geografia, Geologia ,Meteorologia e demais profissões vinculadas ao Sistema Confea/Crea. (Art.  6º);

    • Resolução 1.094 de 31 de outubro de 2017  Confea/ CREA: Dispõe sobre a adoção do Livro de Ordem  de obras e serviços das profissões abrangidas pelo sistema Confea/ Crea:

  • NBR 12722/92: Discriminação de serviços para  construção de edifícios: (Itens 6.1.2.11 Manter em dia o livro de ocorrências da obra, através do registro de fatos importantes ou irregularidades ocorridas);

  • Instrução 698 de 12 de agosto de 1980/ CREA-SP: Dispõe a respeito da efetiva participação do profissional na elaboração de projeto e na direção de obra. (Alínea “c” do item 1.2 );

 

Fonte : Crea –SP Biblioteca Virtual –

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Dez Mandamentos da construção 

Está pensando em construir, reformar e ampliar a casa ou seu empreendimento?

A vida é o nosso bem mais precioso. Portanto, ao construir, reformar ou ampliar sua edificação, não coloque em risco a sua vida e nem a de terceiros. Comece contratando um profissional da Engenharia, habilitado e registrado no Crea-SP.

Veja por quê.

1 Em primeiro lugar, se você pretende mesmo construir, ampliar ou reformar um imóvel, não caia na conversa de intermediários OU "agenciadores" de plantas para aprovação na Prefeitura: eles se propõem a fornecer, a preço irrisório, o projeto já assinado por um "irresponsável" técnico. Atribua essa tarefa do profissional que você vai contratar.

2 Procure um profissional ou empresa legalmente constituída, habilitada e registrada no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo - Crea-SP. Eles assumem responsabilidades perante a Lei e a Sociedade - e isso já é uma garantia para quem quer construir, ampliar ou reformar imóvel. Para saber se o profissional ou a empresa que você está contratando tem registro no Crea-SP, acesse: 1) o site www.creasp.org.br; 2) no menu superior, Profissionais; 3) depois, Consulta Pública de Profissionais Registrados.

3 Investigue a idoneidade profissional do Engenheiro que você está consultando. Visite edificações construídas sob a sua responsabilidade e consulte seus proprietários acerca da qualidade dos serviços prestados pelo profissional.

4 Para evitar mal-entendidos, procure, mediante acordo consensual das partes, confeccionar um contrato de prestação de serviço.

5 Os estudos para elaboração do projeto técnico e detalhamentos construtivos devem ser desenvolvidos somente por pessoa habilitada e registrada no Crea-SP. Exija prova do seu registro e, lembre-se, não aceite intermediações.

6 Ao assumir perante a Prefeitura e o Crea-SP a responsabilidade técnica pela construção da edificação, o profissional passa a ter obrigação legal de fornecer assistência técnica plena e efetiva a obra. As visitas e orientações técnicas do profissional devem ser registradas num documento chamado "Livro de Ordem", que deve permanecer na obra. Portanto, exija-o.

7 Durante as obras exija do profissional contratado cópia da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, na qual ficam registradas as atividades técnicas e as responsabilidades por ele assumidas.

8 Nunca permita que o pessoal da mão de obra, por mais experiente que seja, solucione problemas de ordem técnica ou dirija a obra no lugar do profissional responsável. O Engenheiro responsável pela obra é a pessoa que tem a incumbência legal de conduzir e dirigir os trabalhos de construção, ampliação ou reforma do imóvel. Portanto, suas orientações e determinações devem ser sempre acatados e cumpridas.

9 Os serviços técnicos complementares e especializados podem ser repassados a terceiros, desde que estes possuam o competente registro no Crea-SP e façam a Anotação de Responsabilidade Técnica - ART dos serviços e das responsabilidades correspondentes. Não permita a contratação de pessoas não habilitadas e não registradas no Crea-SP.

10 Apesar de todos os cuidados na escolha do profissional, você pode ter a infelicidade de constatar, no decorrer dos trabalhos, alguma conduta não condizente com os preceitos éticos e legais. Mas, antes de tomar uma atitude radical, acesse o Fale Conosco no site do Crea-SP. Caso o Conselho confirme a sua razão, aí, sim, você deve rescindir o contrato.

Não deixe que seu sonho se transforme em pesadelo: contrate sempre um profissional habilitado e registrado.

 

Fonte : Crea –SP Biblioteca Virtual –

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Vistoria Cautelar da Vizinhança 

Conceito

É a constatação técnica de fato, condição ou direito relativo a uma edificação, incluindo particularidades do terreno, da segurança local, características técnicas e ambientais, além de se constituir de fator importante na política de boa vizinhança do empreendedor, visando evitar transtornos para os envolvidos, possibilitando  ações proativas para evitar possíveis conflitos entre construtoras e vizinhos, garantir assim o resguardo de seus direitos.

Objetivo

Tem como objetivo registrar através da vistoria de vizinhança a real situação de segurança e de conservação dos imóveis que já existem ao redor da futura construção, requer conhecimento técnico e experiência para possíveis percepções às constatações das manifestações patológicas e entendimento prognóstico, exige do vistoriador uma visão privilegiada relacionada à segurança, habitabilidade, sustentabilidade e as exposições dos fatores externos e internos das edificações, visando atender ao disposto na NBR 12722/1992 – Discriminação de serviços para construção de edifícios.

Constatar anomalias e falhas existentes nos sistemas construtivos e perpetuar a memória “Ad Perpetuam Rei Memoriam” das características físicas e do estado de conservação de edificações e benfeitorias localizadas na área de influência do futuro empreendimento.

Fornecer informações técnicas aparentes que possuam auxiliar na definição de procedimentos construtivos e na execução de serviços preliminares à obra. Tendo como seu maior objetivo, evitar ou facilitar a apuração e solução de eventuais danos ou litígios decorrentes da obra.

 

Nível de Vistoria

As vistorias de vizinhança podem ser classificadas em três níveis, em conformidade com definições estabelecidas pelo profissional, pelo contratante e pela própria finalidade do trabalho.

O nível de vistoria está diretamente ligado ao raio de influência considerado e com o grau de detalhamento das observações feitas e registradas nos imóveis vistoriados.

 

Nível 1

O Nível 1 é aplicável às vistorias de grandes canteiros quando o número de imóveis existentes na área de influência da obra seja muito elevado. Nesses casos, podem ser admitidas apenas as características externas com indicação de eventuais sinais de fragilidade e risco.

 

Nível 2

O Nível 2 deve contemplar uma descrição básica e objetiva do objeto vistoriado, nas anomalias e falhas constatadas e uma ilustração fotográfica suficiente para caracterizar:

Tipologia;

Padrão Construtivo;

Estado de Conservação;

Anomalias e falhas existentes.

O raio de vistoria pode ser limitado à área de influência do canteiro de obra.

 

Nível 3

O Nível 3 deve contemplar todos os elementos relacionados no Nível 2 e também apresentar uma completa caracterização de revestimentos de piso, parede e forro, esquadrias e elementos aderidos que sejam significativos, além de todos os elementos construtivos que possam ser relevantes para uma completa descrição do imóvel.

 

O raio de vistoria está relacionado à influências da obra, levando em consideração a expertise do profissional, sendo considerado inclusive os fluxos de veículos pesados e número de subsolos da obra a ser executada.

 

FONTE: Material de Apoio do Curso: Vistoria Cautelar de Vizinhança, Vistoria de Entrega e Recebimento de Obra e Inspeção de Procedência Predial – Instrutor: Eng. Alex de Souza Cardoso.

 
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É uma autarquia voltada à fiscalização do exercício e das atividades profissionais, vinculada ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea, constituindo serviço público federal;

É formado pelos profissionais que nele se registram: engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas, tecnólogos e técnicos de nível médio da modalidade Agronomia; os próprios profissionais fiscalizam a atividade de seus pares;

É o maior Conselho de fiscalização profissional da América Latina;

Tem como objetivo a proteção à sociedade: por meio da fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades profissionais da área tecnológica, trabalha para assegurar serviços de qualidade à população;

Fiscaliza em caráter e orientativo: verifica documentações relativas ao trabalho de empresas e profissionais registrados, realiza diligências planejadas e atende denúncias da sociedade;

Habilita os profissionais da área tecnológica, devidamente formados em cursos reconhecidos, ao exercício de suas profissões;

Junto às associações profissionais, estimula a valorização da atividade tecnológica por meio de seu aperfeiçoamento constante;

Assim como os outros conselhos profissionais, não recebe subsídios financeiros do Governo: sua renda está nas anuidades pagas e nas ARTs recolhidas pelos profissionais e empresas;

Está presente em todo o Estado de São Paulo, com inspetorias modernas e visualmente padronizadas. Suas portas estão abertas aos profissionais e à sociedade.

 

Qual é a importância?

ART – Anotação de Responsabilidade Técnica – CREA

Qual é a importância da ART?

A Anotação de Responsabilidade Técnica – ART é um instrumento legal, necessário à fiscalização das atividades técnico-profissionais, nos diversos empreendimentos sociais;

A ART é um resumo do contrato firmado entre o profissional e seu cliente ou seu empregador para a execução de obra/serviço;

A ART define para a sociedade os responsáveis técnicos pela execução de obras ou pela prestação de quaisquer serviços profissionais referentes às atividades da área tecnológica (engenharia, agronomia, geologia, geografia, meteorologia, etc.);

A ART ajuda a identificar os serviços contratados, definindo sua autoria e os limites da responsabilidade de contratantes e contratados;

O conjunto de ARTs cria o Acervo Técnico Profissional, uma espécie de currículo que reúne as atividades desenvolvidas ao longo da vida profissional compatíveis com sua competência;

FONTE: CREA-SP  - Biblioteca Virtual

http://www.creasp.org.br/biblioteca/assunto/creasp/?post_type=livros_e_publicacoes

O que é o CREA – SP? 

É o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo

 
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Consequências da umidade na

construção civil

 

Conheça os tipos de umidade e saiba evitá-las

A patologia pode ser decorrente de intempéries, condensação, infiltração e capilaridade, mas possui o tratamento adequado para combatê-la

A umidade na parede é uma das patologias mais recorrentes em edificações. Pode causar sérias consequências à estrutura de uma construção, como vazamentos, infiltrações, manchas e eflorescência. Também compromete a salubridade do ambiente pela proliferação de fungos e bactérias. O problema se origina de diferentes maneiras, e por isso existem diferentes tipos de umidade.

 

Uma boa notícia é que existem práticas eficientes para preveni-lo durante a obra ou para combatê-lo em estabelecimentos já existentes. Fique por dentro!

 

Tipos de umidade, causas e soluções

A umidade decorrente de intempéries geralmente ocorre pela água de chuva, que penetra nas fissuras da fachada. Daí a necessidade de fazer uma impermeabilização adequada – por exemplo, com sistemas de pintura flexíveis e duráveis – e de utilizar materiais que tenham pouca movimentação interna. Beirais, telhados e calhas devem ser bem projetados, de modo a proteger a fachada contra a exposição contínua de água.

Outro tipo comum é a umidade por condensação, quando o vapor de água do interior de um ambiente entra em contato com superfícies frias, como paredes, metais e vidros, e resulta no aparecimento de gotículas e bolor. Esse fenômeno está associado à falta de ventilação, principalmente em cozinhas e banheiros – daí a importância de apostar em esquadrias funcionais.

Já a umidade proveniente da infiltração atinge o interior de uma casa pelas paredes. Pode ser causada pelo escapamento de encanamentos, pela ausência de impermeabilização nas áreas úmidas ou pelo isolamento ineficaz de casas adjacentes. Também afeta ambientes enterrados, como subsolos – com isso, eles devem ser projetados com o lençol freático do lado de fora.

Há, ainda, a umidade ascendente por capilaridade. Ela surge nas áreas inferiores das paredes, que absorvem a água do solo pela fundação. Nesse caso, a parede está ligada com as vigas de fundação, ficando parcialmente enterrada e em contato com a superfície úmida. Como solução, recomenda-se isolar a parede com drenos, brita ou geotêxtil. É comum observar sótãos, estacionamentos e pisos térreos com este tipo de problema.

 

Dicas para tratar a umidade

Durante a construção, é essencial que a edificação seja concebida a partir de um bom projeto, tomando-se as devidas precauções para evitar a umidade. Geralmente, a patologia é consequência da falta de proteção das paredes e da impermeabilização deficiente em vigas baldrames e alicerces.

Em habitações já ocupadas, por sua vez, alguns cuidados são necessários, como limpar e lavar a parede que apresenta mofo com água sanitária; colocar pote de vidro com um punhado de sal em áreas fechadas, como armários; e pedir o auxílio de um especialista para aplicar impermeabilizantes em paredes internas ou para remover pintura e massa corrida em superfícies externas, para depois chapisca-la e aplicar revestimento impermeabilizante.

Vale ressaltar que o mercado disponibiliza produtos adequados para tratar os diferentes tipos de umidade, como tintas antimofo para paredes e teto; tintas impermeabilizantes; argamassas especiais de alta aderência e rápida secagem; borrachas de silicone ou de poliuretano para vedação de cerâmica, metal, vidro, plástico, madeira, concreto e gesso; mantas asfálticas; e impermeabilizantes cristalizantes, especialmente para aplicação em alicerces e vigas baldrames.

Mais uma vez, vale ressaltar a necessidade de o projeto ter a participação de um bom profissional, de modo a identificar o produto adequado para cada situação e garantir um tratamento correto e eficiente.

 

FONTE: https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/conheca-os-tipos-de-umidade-e-saiba-evita-los/

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O que é um projeto de edificação 

Conheça as as suas fases

O objetivo principal de um Projeto de Edificação é a Execução da Obra idealizada por um profissional habilitado. Essa obra deve se adequar aos contextos naturais, culturais e legais em que se insere e responde às necessidades do cliente e futuros usuários da edificação. As exigências do cliente e usuários se exprimem através do programa de necessidades que define metodicamente o objetivo do projeto.

Fases de um projeto:

 

Estudo preliminar: determinam as viabilidades, exigências e necessidades de um projeto, baseadas em informações dadas pelo cliente e usuarios e exigidas pelos órgãos públicos.

 

Anteprojeto: apresentação gráfica do conjunto de idéias, baseado em uma concepção construtiva e estrutural, apresentando propostas  organizacionais de ambientes, possibilitando ao cliente uma clara compreensão da obra a ser executada. Nesta fase deverão ser ajustados e alterados o projeto até sua definição final.

 

Projeto Definitivo: atendida as etapas anteriores, espelha a versão definitiva, representada pelo projeto final, com cortes, fachadas e outras informações técnicas necessárias para a execução da obra. É  este projeto que vai para a prefeitura para ser aprovado.

 

Na zona urbana é necessário a aprovação dos projetos na Prefeitura antes de iniciar qualquer obra.

A palavra projeto significa, genericamente, intento, desígnio, empreendimento, um conjunto de ações, caracterizadas e quantificadas, necessárias à concretização de um objetivo. Embora este sentido se aplique a diversos campos de atividade, em cada um deles o projeto se materializa de forma específica

 
Alexandre Zago Engenharia

Reforma em edificações

Sistema de gestão de reformas - NBR 16280

A partir 18/04/2014, entrou em vigor a norma ABNT NBR 16.280/2014, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que apresenta regras e diretrizes acerca da execução de reformas em edificações, nas áreas privativas e comuns.

O objetivo da ABNT NBR 16.280 é trazer segurança às obras nas edificações, cabendo ao  responsável legal da edificação, assegurar que ela seja efetivamente cumprida. Ao indicar a adoção de um sistema de gestão de obras de reforma dentro das edificações, estabelece procedimentos a serem seguidos desde o projeto até a conclusão da obra.

Apesar de a referida ABNT NBR 16.280 não ser lei, é obrigatório seu cumprimento dentro dos condomínios. É sabido que as normas técnicas são prestigiadas dia a dia pelo Poder Judiciário. Sem sombra de dúvida, litígios nascidos de reformas feitas a partir de 18/04/14, que necessitem a produção de prova técnica (pericial), terão a ABNT NBR 16280 como parâmetro.

E, ainda, a depender dos danos eventualmente causados pela não observância desta norma, responsável legal da edificação e/ou condômino poderão ser responsabilizados civil, administrativa e, até mesmo, criminalmente.

É importante frisar que, caso o responsável legal da edificação, no decorrer de qualquer fase da reforma em uma área privativa, mesmo antes de seu início, entenda que não possui conhecimento técnico para aprová-la, acompanhá-la ou receber o termo de encerramento da obra, poderá contratar um profissional habilitado para auxiliá-lo neste processo, fato que poderá demandar tempo, o qual deve ser considerado pelo condômino na programação da referida reforma.

 

Fonte: ABNT / NBR 16280/2014.

 
Alexandre Zago Engenharia

TIPOS DE FUNDAÇÕES

Como definir a melhor para sua obra?

Neste artigo iremos nos deter apenas nos casos de fundações mais comuns no Brasil, para obras civis (edificações uni e multifamiliares, comerciais e industriais). Deste modo, as fundações serão classificadas em dois grandes grupos: rasas (também chamadas de “diretas”) e profundas.

Fundações rasas: caracterizam-se pela mobilização de pequenos volumes de escavação, na qual a base do elemento de fundação deve ser obrigatoriamente apoiada em camadas superficiais de solo com resistência adequada. Possuem baixo custo de execução, devido o menor consumo de material e por não ter a necessidade de maquinário para a realização das escavações. Como exemplo deste tipo de fundação tem-se: Sapatadas, Blocos e Radiers.

Fundações profundas: diferentemente da anterior, as fundações profundas caracterizam-se por provocar movimentações de solo e auxílio de maquinário, sendo necessário que as cargas sejam distribuídas em camadas profundas do solo. Essas estruturas costumam ser utilizadas em solos com baixa capacidade de carga superficial para o projeto proposto. Como exemplo desta fundação, destacam-se: Estacas Cravadas,Escavadas , Strauss,  Hélice Contínua e Raíz.

E quais os critérios para escolher um ou outro tipo de fundação?

De fato, essa análise cabe ao projetista de fundação ou estrutural, em conjunto com o Responsável técnico da obra, levando-se em consideração os parâmetros técnicos e econômicos da decisão.

A escolha sobre qual fundação realizar está condicionada à análise do sistema: carga + nível do lençol freático + composição e resistência do solo na qual a edificação será construída. Para isso, além do projeto estrutural é imprescindível a realização de uma investigação geotécnica para analisar a composição do subsolo no terreno.

Segundo a norma NBR-15.492, existem números mínimos de ensaios de sondagem a serem realizados de acordo com a área do terreno, então atente-se: um único ensaio é raramente um parâmetro seguro. Analisar quais fundações foram utilizadas nas edificações no entorno podem servir como insumo complementar para entender o comportamento do solo local.

Tais laudos de sondagem, analisado com as cargas estruturais indicam a fundação que melhor atenderá à questões de desempenho e segurança da edificação.

E como avaliar o custo?

O custo para execução varia de acordo com a técnica empregada e também com o perfil do solo onde será construída a edificação. Uma vez escolhida o método executivo para sua obra, recomenda-se a pesquisa de materiais e fornecedores que atendem requisitos de qualidade exigidos por norma. O Responsável Técnico fazendo uso de ferramentas de pesquisa e cotação destes insumos, facilitam o acesso a cadeia de fornecedores aptos a melhor atender .

 
Alexandre Zago Engenharia

Acompanhamento técnico

A importância na construção civil

Grande parte das pessoas, no momento de construir ou reformar abrem mão de contratar um profissional que possa ser o Responsável Técnico ou RT da execução da obra para contratar outros profissionais, como pedreiros e empreiteiros, visando reduzir os custos da mesma.

É muito comum encontrar obras que não possuem um profissional habilitado exercendo a função de Gestor e Responsável Técnico. As obras residenciais unifamiliares, pequenas edificações multifamiliares e pequenas edificações comerciais estão entre as que mais apresentam irregularidades em relação a falta de Responsável Técnico.

 

Além da exigência legal de profissionais habilitados pelo CREA, contratar ainda um profissional qualificado é de extrema importância, uma vez que a qualidade da gestão e execução estão em jogo.

Segundo os dizeres da Lei Federal número 5194/66 (http://www.camara.gov.br/sileg/integras/562146.pdf) que regula os exercícios das profissões de Engenheiros e Técnicos , qualquer pessoa, tanto física como jurídica, não habilitada legalmente, não pode exercer nenhuma atividade específica destes profissionais. No entanto, é muito comum, que os proprietários assumam a responsabilidade pelas obras, dispensando assim a contração de um Engenheiro Civil, o que legalmente, não é permitido.

A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é um documento que define legalmente os Responsáveis Técnicos pelos projetos, execução da obra, ou prestação de quaisquer serviços relacionados a Engenharia inclusive as atividades de Engenharia Civil. A ART ainda tem a função de ser a garantia dos contratantes, além de ser um documento judicial, onde o Engenheiro Civil declara que é responsável por determinados serviços da construção. Caso tal documento não seja feito a obra pode estar sujeita a multas e até mesmo a embargo.

Juntamente da legalidade, um outro aspecto importante sobre a contratação de um  profissional habilitado é ter um profissional que é capaz de entender a dinâmica de uma obra. Executar qualquer edificação sem planejamento e cronograma certamente culminará em incertezas e retrabalho. A boa administração de uma obra só é possível com vasto conhecimento das etapas construtivas e planejamento. Como exemplo da organização do fluxo das atividades, podemos ressaltar a compra de materiais. Se o engenheiro civil, responsável pela execução, não ficar atento a compra dos materiais que vão ser utilizados na atividades subseqüentes, os mesmos podem faltar para os operários da obra. Uma vez que temos mão de obra ociosa podemos assumir que custos extras vão surgir.

Somado ao exemplo citado acima, podemos ressaltar os seguintes itens que podem ocorrer devido à falta de planejamento:

  • Desperdício de água e energia;

  • Desperdício de materiais;

  • Desperdício de mão de obra;

  • Delonga na execução das atividades;

  • Aumento dos custos indiretos;

  • Antever problemas externos.

Outro ponto de extrema importância na hora de construir ou reformar é a capacidade técnica do engenheiro civil em relação a execução. Para o cliente, não basta apenas ter um Responsável Técnico. O responsável técnico deve ter a competência técnica de executar uma obra de maneira que obtenha bons resultados. Uma maneira de avaliar o profissional contratado é questioná-lo sobre seus conhecimentos e experiências. O responsável técnico deve conhecer o processo de uma atividade para que ela seja executada perfeitamente. Ao executar um reboco, por exemplo, algumas medidas devem ser tomadas para que ele fique perfeito. Lavar a superfície que será rebocada, chapiscar, fazer a cura do chapisco, tirar mestras no prumo e alinhamento, utilizar o traço da argamassa correto, encher a parede, sarrafear, fazer o acabamento superficial e finalmente a cura do reboco, são os passos que devem ser seguidos para realizar esta atividade. Sem conhecimento técnico, patologias podem aparecer nos elementos da edificação ao longo da sua utilização.

Inconvenientes podem surgir quando uma obra é executada por um profissional sem conhecimento das técnicas construtivas. Alguns dos inconvenientes que podem gerar transtornos são:

  • Erros na locação da edificação;

  • Elementos estruturais executados em desconformidade geométrica com o Projeto de Estruturas;

  • Elementos estruturais e de vedação desalinhados;

  • Elementos estruturais executados de maneira errada e com má qualidade;

  • Utilização equivocadas de técnicas na execução de alvenarias que pode gerar trincas e rachaduras;

  • Revestimentos fora de prumo e esquadro;

  • Execução de instalações elétricas e hidrossanitárias fora das especificações de projeto;

A construção civil é uma das atividades desenvolvidas que mais gera impactos sociais, ambientais e econômicos na comunidade. Entretanto, quando esta é realizada sem a supervisão e acompanhamento de um Engenheiro Civil aumentam significativamente os problemas que irão afetar o bolso do cliente, a qualidade e a segurança da estrutura.

Obras que são projetadas e executadas por profissionais capacitados atingem seus objetivos, como funcionalidade, segurança, legalidade, racionalidade, sustentabilidade, entre outros. Sendo assim, as construções se tornam mais seguras, confortáveis, com uma maior qualidade e até mesmo maior durabilidade.

Como visto anteriormente a falta de um Engenheiro Civil pode comprometer muito a qualidade da obra. O desperdício de materiais também é uma grave consequência ocasionada pela falta de gestão em uma obra. Tal desperdício pode comprometer significativamente o orçamento da construção. Ou seja, o barato sai caro. Todo aquele dinheiro que seria gasto com a contratação de um Responsável Técnico se transforma em gastos excedentes ao longo da obra e isto pode acontecer em um momento de total despreparo do Cliente. Por isso, a não contratação de um Responsável Técnico se mostra ineficiente e sem viabilidade econômica.

Ao construir ou reformar, sempre pense nos benefícios que a contratação de um Profissional Habilitado pode trazer para seu empreendimento.

 
Alexandre Zago Engenharia

Manutenção de edificações

Sistema de gestão e manutenção - NBR 5674

A prática da Manutenção de Edificações vem sendo disseminada gradativamente, sobretudo pelos benefícios adquiridos com a sua implantação. Os princípios da Manutenção são norteados em função da necessidade de recuperação da degradação natural e do próprio desempenho dos sistemas, elementos ou  componentes  dos

edifícios, proporcionando, em contrapartida o desejável incremento do respectivo valor patrimonial.


Publicada em  julho de 2012 a versão atualizada da NBR 5674 da ABNT proporciona, em relação à versão anterior de 1999 – Manutenção de edificações - Procedimento, uma melhoria significativa na abordagem do assunto e avança ao esclarecer e delinear a metodologia de implantação além de explorar os aspectos associados à gestão do PROGRAMA DE MANUTENÇÃO nas edificações em geral, não contemplado objetivamente na norma anterior.


Os PROGRAMAS DE MANUTENÇÃO devem ser atualizados periodicamente, em função de eventual alteração imposta aos sistemas prediais, em função da idade da edificação e do resultado dos Laudos ou relatórios de INSPEÇÃO PREDIAL. Considerando-se a complexidade dos requisitos, existe a previsão na norma da terceirização ou delegação solidária, pelo representante legal, da gestão da Manutenção predial, à  um profissional contratado para essa finalidade. Nesse passo tudo indica que esse profissional  contratado para auxiliar o responsável legal da edificação ou proprietários, prescinde de habilitação e formação técnica abrangente, para que os planos sejam desenvolvidos de forma consistente e numa segunda fase, também possam prover, com competência, o acompanhamento técnico das obras e serviços previstos, especialmente quando se tratar de “Manutenção corretiva” ou emergencial, que pode ser minimizada pelo bom planejamento.



Fonte : ABNT / NBR 5674/2012.

 
 
Alexandre Zago Engenharia

O que é EVT?

Estudo de Viabilidade Técnica

Viabilidade é a qualidade do que é viável (com grandes probabilidades de se concretizar por reunir todas circunstâncias/características necessárias). Entende-se por análise de viabilidade o estudo que procura prever/anteceder o eventual êxito ou melhorias continuas de um projeto.

Os estudos de viabilidade são compostos por varias disciplinas que necessitem de análise prévia ao investimento.

A viabilidade técnica de um projeto  de edificação é uma análise , considerando elementos do projeto técnico (arquitetônico, legal, instalações, estrutural, ambiental, entre outros).

O estudo costuma contemplar, no mínimo:

  • Estudo de legislação edilícia e urbanística pertinente (código de obras, leis de uso e ocupação do solo, plano diretor municipal, código sanitário estadual, código florestal, etc.)

  • Estudo de limitações dadas pela legislação e outros reguladores (operações urbanas, zoneamento, regras condominiais, etc.)

  • Levantamento de índices urbanísticos: coeficiente de aproveitamento, taxa de ocupação, coeficiente de permeabilidade, recuos, etc.

  • Restrições de entorno (por exemplo, área envoltória de patrimônio histórico-cultural tombado)

  • Estudo de custos estimados de execução

  • Estudo de despesas estimadas para a concretização do projeto

É uma etapa importante de um empreendimento mais complexo a ser seguida, pois é este estudo que ira definir os parâmetros finais dos projetos.

AGUARDE

Em breve mais artigos técnicos